Letter to someone who once was….

15/01/15

Dear Rev. Mossfoto-moss_indigenas.jpg

Peace and Goodwill
Reading your last writings at the end of your period as Chaplain in Belem,
dated October 1930, before your return to the capital of Para after your retirement,
I found these words :”I would like to especially express my hope that the record book will
be kept safe in the church for future reference.”
Sadly I have to tell you that the majority of your reports have been lost, but some
have actually been preserved with great care. They are now important instruments
with which to rescue the memory of a  fundamental period of our history.
Anyway, I would like to say that, in addition to typed pages of statistical, financial
and pastoral data, you left a  community of faith. Perhaps no-one would have believed
that it would have continued steadfast for such a long time, the situation having been very difficult
here. Edward Francis Every, Bishop of the English Chaplaincies in South America,
noted that the economic depression [of the 1920s & 30s] in the North of Brazil was worse than in other parts of the world, many immigrants having left the region and the remaining living in poverty.
He also wrote that “The Para Church avoided disaster and did not close”: - only as a result
of your work.  Fine, then, my brother, we are here, celebrating 97 years.  And this,
thanks to you!
It is certainly true that you would not recognise Belem: the city has changed greatly
since then, now we don’t see as many Lepidoptera as before; they have been, in part,
decimated by pollution. Some people still remember how you, as a serious student of
insects (an entomologist) went out with your net to capture butterflies so you could
catalogue them and sent your research findings to the Museum of Natural History in
London.  And the orchids?  Remember that you wrote a book on orchids in Belem?
Some remain in parks, museums, and our garden…
Also, we are no longer a Chaplaincy for immigrants, but a community formed
principally of Brazilians.  Remember that you were concerned about the
descendants of Barbadians who were required to read and write in English?
Many of these still remain with us, second, third, fourth generations, but now are
completely acculturated… Their Caribbean antecedents form a memory that is cherished,
but is a very distant one, separated by long years.
Things have changed a lot!  We have now formed a Diocese, involving five States of
the Amazon region. Imagine how much ground we have to cover; but I am sure that
you well know how things are - no little effort to minister to the people on the Madeira-
Mamore railway, in Porto Velho, in Recife and in Salvador. And we know that the travel
conditions at that time were much more difficult than they are now.  We are nine communities
in our Diocese, I know that it is not many for such long period of history, but we will
do whatever is possible within our limitations, confident in the presence of the Holy Spirit.
And the parish that you built is a Cathedral, a Mother Church, one which has the mission of becoming the centre from which evangelism radiates out.
I also have news that is not too good; remember the pipe organ that you were with
during all the process of its construction?  To the point at which it was dismantled so the
parts could be sent to Brazil?  It was destroyed by termites and the pipes were sold
to what was then the Anglican Cathedral of the Holy Trinity in Recife. We have not
been able to restore it.   I truly think that you know many things now, because I think
that you receive news from those who have now departed for the “heavenly mansions”. I
would also like to tell you that Daniel is no longer our gardener and we no longer
have an orchard… On the other hand, we have an excellent gardener, perhaps even
as good as Daniel, and our garden continues to look very beautiful . You must see it..
but there are only two or three fruit trees.
To close, my brother, in the name of the Anglicans of Amazonia, in the name of the
Episcopal Anglican Church of Brazil, in the name of our Ecumenical partners, I would like
to thank you greatly for your devotion, for your love of the church. This is why I am writing
to you… One day, as it says in our prayer book in Portuguese (it is not sensible to
continue using the Book of Common Prayer from 1662), we will meet at the “thresholds
of eternity”. Then, I will give you a big embrace in person.
Yours in Christ
+Saulo Barros
Bishop of the Anglican Diocese of Amazonia.

*Translated by Philip Howse.

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Nova Conquista

13/01/15

A Missão de levar o evangelho de Cristo a todas as criaturas na maioria das vezes ultrapassa os limites da racionalidade burocrática da vida de uma igreja, muitas vezes o chamado a missão pode nos pregar algumas peças.

Nós da DAA, tivemos uma bela experiência dessa irracionalidade numa comunidade chamada Nova Conquista que poderia ser mais uma ocupação como tantas que ocorrem nas cidades do nosso país. Mas, deste do início a Graça de Deus se fez presente nessa comunidade. Pois, ao ocupar a terra onde se instalou o bairro de Nova Conquista, as pessoas receberam título de terra da prefeitura, que tempos mais tarde resolveu pedir na justiça a reintegração de posse da área, sobre a alegação de que ela seria utilizada para implantar o PAC da moradia do Governo Federal, sendo que o citado projeto ao invés de beneficiar as pessoas já instaladas no terreno, iria beneficiar outro grupo.

 É claro que a população da comunidade entrou em desespero mas em que surgiram “Anjos” dispostos a lutar pela comunidade, entre ele o Revdo. Fernando Ponçadilha, que vendo a angústia do povo, começou junto com a comunidade a luta, esta batalha chegou até o Bispo Diocesano Saulo Barros, que encampou a luta também, ido até o local e também ao Tribunal de Justiça do Pará junto com representantes da Nova Conquista.

Com o apoio da DAA e de alguns políticos, as coisas foram se acalmando e assim surgiu um caso de amor entre pessoas da comunidade e a IEAB, aqui na Amazônia.

Este sentimento de gratidão, foi construído por diversos fatores, um deles foi que a Igreja Anglicana , foi a única que se colocou na frente da batalha e se fez Emanuel (Deus Conosco), para que esta comunidade após sofrer com tantos percalços, passasse a viver tempos de esperança. Assim seja Ponto Missionário Emanuel - Deus Conosco.

Alex Barata da Silva (DAA)

Notícias Diocesanas ,

O Comitê Inter-religioso do Pará repudia os ataques terroristas na França e na Nigéria.

13/01/15

Nada justifica o uso de violência extrema contra um jornal resultando em várias mortes. Combater desenhos com fuzis é desproporcional e desumano.Na verdade, o Charlie Hebdo faz charges virulentas contra todos (cristãos, judeus, muçulmanos, direita e esquerda francesa).

Alguns dizem que os cartunistas receberam o que mereciam, outros que toda ação gera uma reação. Outros dizem que os desenhistas eram intolerantes, racistas e preconceituosos. Nada disso justificar matar em nome de Alá ou Maomé ou de qualquer outra religião ou espiritualidade.

Condenamos também os ataques feitos pelo grupo Boko Haram na Nigéria. Na cidade de Maiduguri, vinte pessoas morreram com a explosão de uma menina-bomba e na cidade de Baga totalmente destruída após ataque, a estimativa é de 2 mil mortos (crianças, mulheres, homens e idosos). Tanta carnificina em nome de um ideal político e religioso.

Novamente dizemos: Nada justifica o uso de violência extrema resultando em várias mortes na França e na Nigéria. Por isso, o Comitê Inter-religioso do Pará repudia estes ataques!

Reflita e imagine por um instante, que se todos que sofreram intolerância de qualquer tipo, preconceito, machismo, racismo, homofobia, resolvesse responder a violência sofrida com violência, atacando e matando seus ofensores. Será que sobraria algum ser humano vivo neste planeta?

“Toda religião praticada segundo o espírito que a inspira tem por objetivo a felicidade dos seres e deve ser um fator de paz” - Dalai Lama

Religião vem de religare, religação do homem com o Divino que resulta em serviço ao Ser Divino. Este serviço é feito com amor, paz, compreensão e respeito buscando entender que vivemos em uma sociedade plural com diversas manifestações religiosidades e de ideias.

“Não existe um caminho para a Paz, a Paz é o caminho” - Gandhi

Coordenação do Comitê Inter-religioso

Alan Fonseca

Roseli Sousa

Ílziris Miranda

Teresa Higashi

Myriam Carvalho

Notícias Diversas ,

Palavra de Ano Novo do Primaz

03/01/15

Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Romanos 8:37

Querid@s
Vivemos um ano de 2014 com muitos desafios mas foi um ano de belos sinais de como nossa Igreja tem buscado cumprir a missão que nos cabe neste nosso país: continuamos a afirmar nosso caráter profético através do serviço, da adoração e da busca de respostas pastorais efetivas para dentro da Igreja e para a sociedade brasileira. Foi o ano da Copa do Mundo, das Eleições,  das investigações de escândalos, e de um grande debate político em torno de que modelo de Estado queremos. A tudo isso pudemos oferecer nossa palavra e nosso testemunho em torno dos valores que nos inspiram e nos movem a partir de nosso pacto batismal.Como comunidade de fé, vivenciamos o processo dos Indabas sobre Sexualidades e Famílias o que nos permitiu viver uma permanente assembleia em diálogo, ouvindo-nos mutuamente em clima de respeito à diversidade. Pudemos acompanhar o processo de construção do nosso novo LOC que será lançado daqui a seis meses. E, desde a Amazônia até o extremo sul do País, buscamos ser “sal e luz” em nossas comunidades locais e instancias diocesanas e provinciais. Pode ser que não alcançamos tudo que desejaríamos alcançar, mas até aqui o Senhor tem nos ajudado!
O ano que se avizinha é um ano especial para nossa IEAB. Estaremos celebrando 125 anos de nossa fundação como Igreja brasileira. Dentro desta história celebraremos os 50 anos de nossa autonomia e 30 anos de ordenação feminina. Serão momentos especiais que nos dão a idéia de como nosso passado é um atestado da misericórdia divina, atuando através de nós e apesar de nós.
A convite do Primaz teremos duas visitas de Primazes da Comunhão Anglicana, atestando assim o respeito e o carinho que a Comunhão tem por nossa Província. Teremos a alegria de receber em fevereiro, um novo Encontro de Igrejas Lusófonas de nossa Comunhão, para se construir novos caminhos de afirmação de nossas identidades e de partilha nos caminhos da Missão e do Serviço. Receberemos com alegria nossa pérola de espiritualidade litúrgica, com a publicação do novo LOC. Continuaremos no caminho do diálogo sobre sexualidades e famílias, bem como na reconfiguração de nossos Cânones e Constituição.

Assim como o passado nos garante que Deus tem sido fiel para conosco, precisamos enxergar o futuro sem medo. Precisamos ser uma Igreja corajosa, que não pensa em si mesma. Precisamos de lideranças clericais e leigas que valorizem mais o senso de Província, que estejam mais unidas na construção de uma IEAB mais colegiada. Precisamos focar mais nas coisas que nos unem do que naquelas que nos põe em posições opostas. Precisamos deslocar nossa visão para o conjunto da floresta para além de focar apenas em nossa árvore particular. Precisamos apoiar e ouvir a voz e o jeito da nossa juventude que realizará seu encontro nacional, das mulheres que estarão em assembleia, reconhecendo que temos sido falhos em oferecer a eles e elas o protagonismo que precisam para tornar a nossa Igreja mais relevante no contexto da sociedade brasileira.
Por fim, desejo compartilhar com tod@s o meu desejo como Primaz: que nos tornemos uma Igreja que viva mais para os outros que para si mesma. Uma Igreja serva, ouvinte, atenta, corajosa! Uma Igreja que se abra ao Espírito para ir aonde ele nos enviar. Um Feliz 2015 a tod@s!

++ Francisco

Bispo Primaz da IEAB

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Declaração da Igreja Episcopal de Cuba

18/12/14

Diante do novo momento de distencionamento da relação entre Estados Unidos e Cuba a Igreja Episcopal de Cuba fez a seguinte declaração:

La Habana, 17 diciembre, 2014.

DECLARACION  DE  LA IGLESIA  EPISCOPAL  DE  CUBA EN RELACION A LOS DOS GRANDES ACONTECIMIENTOS DE HOY.

Para el pueblo cubano, este día constituye una jornada de gran trascendencia para  su futuro. Los pasos que hoy se han dado entre los gobiernos de Cuba y los Estados Unidos, al anunciar el restablecimiento de relaciones diplomáticas  y en consecuencia proceder a la excarcelación de los tres compatriotas cubanos y al ciudadano norteamericano Alan Gross, entre otros,  ponen de manifiesto que, el diálogo, la disposición de entendimiento mutuo y respeto  en medio de diferencias, son elementos básicos en las relaciones entre pueblos y gobiernos.

Damos gracias a Dios por el retorno de todos ellos al seno de sus familias y de sus países y por el reconocimiento  de poner fin a la ruptura y crear grandes posibilidades de  comprensión y respeto en las relaciones. Damos gracias a Dios por los puentes de esperanza que las Iglesias en Estados Unidos y en Cuba  afirmaron desde hace varias décadas, aún  en momentos políticamente difíciles. Especialmente damos gracias por la Iglesia Episcopal (aclarar aquí) (TEC), que a  través de diferentes maneras como  viajes, intercambios  o  presentación de  resoluciones oficiales,  ha acompañado a nuestra Iglesia y por lo tanto a nuestro pueblo.

Pedimos  a Dios que su Espíritu Santo guíe  a los gobernantes y líderes de ambos países en sabias decisiones.  Que ilumine  los nuevos tiempos y desafíos que se avizoran  para el pueblo cubano. Que ese mismo Espíritu nos permita entretejer – aún con las diferencias-  la concordia entre  ambos pueblos y  afirmar nuestro compromiso de defender la verdad, la justicia y la paz  que provienen del amor inconmensurable de Dios Trino.

La Navidad, que nos aprestamos a celebrar, es el proyecto de amor encarnado, que se hace realidad contextual hoy. Jesús nace para que la reconciliación y la paz  lleguen y llenen  la vida de mujeres y hombres, de familias y comunidades, de pueblos y naciones.  Que la luz de la  Navidad sea fuente de bendición para ambos pueblos. 

Rev. Alfredo Nuño ( Pres. Com.Permanente)     +Ulises Aguero (Obispo Sufragáneo)    +Griselda Delgado (Obispa Diocesana)


          

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Curso de Imersão em Anglicanismo do CEA começa em março de 2015

14/11/14

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Encontro debate Famílias e Diversidade Sexual com dioceses da Área III da IEAB

17/10/14

2014-10-10-151933.jpgAs dioceses que formam a Área Provincial III da IEAB - Brasília, Recife, Amazônia e Distrito Missionário - participaram, nos dias 10 a 13 de outubro, no Instituto São Boaventura, em Brasília- DF, do Indaba (diálogos) sobre “Famílias e Diversidade Sexual”. Esse foi o segundo encontro realizado - o primeiro aconteceu na Área I, em Curitiba, no mês de setembro  - para debater a sexualidade humana, atendendo  deliberação  do último Sínodo para que houvesse ampla discussão, em toda a IEAB, sobre o tema.
Num clima de cordialidade e respeito pelas posições contrárias, o Indaba transcorreu em forma de “roda de conversas” a partir de exposições feitas por palestrantes convidados. A metodologia usada foi a da escuta, permitindo que todos se expressassem livremente, desde o primeiro momento, sem barreiras ou censuras, o que resultou num ambiente fraterno de diálogo entre os participantes.
O encontro começou na sexta, dia 10, com oração dirigida pela Diocese da Amazônia, utilizando a espiritualidade do labirinto, seguido de conversa sobre a situação atual das nossas comunidades/dioceses em relação ao tema proposto e, no final da tarde, celebração da Eucaristia por Dom João Peixoto, da Diocese Anglicana do Recife.
No sábado, a primeira palestra foi do reverendo Miguel Cox, da Igreja Episcopal Cristã,do Recife, que abordou o tema proposto a partir das Sagradas Escrituras como princípio de autoridade na Igreja. Coube a ele apresentar o contraditório da questão das novas configurações familiares e da diversidade sexual defendendo, entre outros pontos, a importância dos textos bíblicos para entendimento do tema.
Após “roda de conversa” nos grupos, os participantes ouviram a palestra do professor André Musskopf, que abordou o tema a partir dos movimentos LGBT. Para ele, a causa da desestruturação atual das famílias é o modelo capitalista da sociedade. Defendeu, também, uma nova maneira de leitura da Bíblia que permita a inclusão de todas as pessoas,independente da sua opção sexual. Para completar as exposições, a reverenda Lilian Conceição Lira, da Diocese Anglicana do Recife, falou sobre o tema da sexualidade a partir da visão de gênero, refletindo a partir da sua própria experiência na IEAB e DAR.
Coordenado pela equipe do Centro de Estudos Anglicanos (CEA), o Indaba da Área III reuniu cerca de 40 pessoas. A condução das plenárias foi do professor Paulo Ueti, da Diocese Anglicana de Brasília. As liturgias, elaboradas a partir da espiritualidade do labirinto, ficaram sob responsabilidade das dioceses e distrito missionário. O encontro foi encerrado, no domingo,dia 12, com a celebração da Eucaristia, presidida por Dom Maurício Andrade, bispo da Diocese Anglicana de Brasília.

Revdo. Félix Batista Filho (DAR)

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CARTA DOS BISPOS ANGLICANOS SOBRE AS ELEIÇÕES….

16/09/14

ieab-2.jpegÓ Deus, dá aos que governam os teus juízos, e a tua justiça aos filhos dos que governam. Sl 72,1 !!

Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral em nosso país no qual iremos escolher os mandatários dos cargos governamentais e de representação nas Assembleias Legislativas e Congresso Nacional. Desde 1985 o povo brasileiro tem livremente escolhidos seus representantes e devemos manter vivo em nossa memória o custo dessa conquista e o valor das liberdades civis e políticas. Entendemos que a liberdade de escolha é um dom de Deus que devemos preservar.
Um dos componentes essenciais do exercício da liberdade de escolha é a avaliação das opções disponíveis. Isto vale para todas as situações, raramente a realidade nos confronta com situações sem alternativa. Porém, algumas vezes o desencanto com a política se transforma em cinismo. Pessoas são levadas a suspender sua capacidade de julgamento da realidade e passam a acreditar que ninguém tem autoridade moral para liderar politicamente.
Exortamos os(as) anglicanos(as) brasileiros(as) à responsabilidade de agirmos de forma íntegra no mundo público e isto nos inclui como eleitores(as) tanto quanto como candidatos(as). Cremos no Deus de amor e justiça que nos guia e aponta caminhos em todas as circunstâncias. Encorajamos nossos irmãos e irmãs a se colocarem em reflexão e escuta da voz de Deus nesse momento, para discernirem o que lhes pareça melhor para sua comunidade local e para nosso país. Entendemos
que a vida é plural, que há muitas perspectivas possíveis de compreensão da realidade e que isto significa faremos escolhas diferentes. Estamos certos de que responderemos com fidelidade ao
chamado de Deus se o fizermos inspirados pelos princípios da justiça e da solidariedade com os mais pobres e marginalizados.
O momento eleitoral é uma oportunidade de testemunharmos sobre os valores que acreditamos devam prevalecer no mundo público, mas também de apostarmos em projetos para o país, em transformações que beneficiem a maioria do povo, em políticas e leis que façam avançar as causas da justiça, da igualdade e da liberdade.
Um traço bastante claro da política brasileira nos últimos anos tem sido a presença visível das candidaturas religiosas. Não apenas pessoas têm se sentido chamadas a disputarem eleições tendo sua posição de fé como marca distintiva, como igrejas e outras organizações religiosas têm apoiado publicamente candidaturas. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil valoriza essa prática como sinal da preocupação ético-política das religiões com os destinos da sociedade brasileira, desde que essa
ação esteja orientada para o bem comum e não leve a uma apropriação do mundo público por agendas específicas e valores de grupos religiosos, violando a liberdade de crença e de pensamento dos demais cidadãos e cidadãs. Ao mesmo tempo, advertimos nossos irmãos e irmãs para a necessidade de discernimento em relação aos seguintes pontos:
a) o estado brasileiro deve assegurar condições iguais às pessoas de todas as religiões e de nenhuma, não podendo ser utilizado para impor os valores que correspondem a algumas tradições de fé como se fossem de todas. A defesa do estado laico, pluralista e democrático, bem como do debate aberto sobre a fundamentação ética que queiramos dar a nossas escolhas políticas são pilares da visão anglicana no contexto brasileiro;
b) o pertencimento à igreja cristã não nos torna infalíveis nem mais justos do que os outros. Isso significa que precisamos continuar a exercer nosso discernimento com seriedade para escolher quem melhor corresponda as nossas expectativas e aspirações de um mundo justo e fraterno. A
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil não possui candidatos(as), nem apoia oficialmente, em circunstâncias normais de disputa eleitoral, qualquer candidatura;
c) o discernimento deve ser basear tanto na integridade pessoal dos(as) candidatos(as) quanto na sua trajetória política.
Assim, conclamamos a todos(as) os(as) anglicanos(as) brasileiros a agirem com compromisso republicano neste momento e a darem seu testemunho de fé de modo a que nossas paróquias e comunidades
sejam lugares de conscientização e debate cívico sobre os destinos dos estados e da nação brasileira e nossos posicionamentos pessoais sejam oportunidades de testemunho coerente da nossa visão plural da fé sobre os assuntos públicos.

Dom Francisco Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental
Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba
Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro
Dom Maurício Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia
Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia
Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas
Dom Flávio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo
Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional
Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife
Dom Orlando Santos , Emérito
Dom Almir dos Santos, Emérito

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8º Concílio Diocese Anglicana da Amazônia

10/05/14

dsc00124.JPGNos dias 08, 14,15 e 16 de março ocorreu o 8° Concílio da Diocese Anglicana da Amazônia, tendo como temática: “Amazônia e Anglicanismo”. A assembleia conciliar foi hospedada pela Paróquia de São Lucas na Nova Marambaia, Belém, Pará. O primeiro sábado foi dedicado as questões administrativas e burocráticas. No final de semana seguinte ocorreram os painéis e discussões temáticas.

A decisão do bispo e do Conselho Diocesano em realizar um evento tendo como eixo principal a questão amazônica foi resultado de uma longa reflexão que tem sido feita sobre o papel do anglicanismo na região, desde a chegada do primeiro missionário neste imenso “Jardim de Deus”. Assunto também bastante discutido durante o Centenário da Igreja Anglicana na Amazônia celebrado em 2012.

Na parte inicial do Concílio foram eleitos os novos membros do Conselho Diocesano, nomeados os integrantes das diversas comissões e representações, apresentados as novas integrantes da UMEAB diocesana, encaminhado o planejamento para o próximo triênio, e tratados assuntos referentes a missão de Deus.

A segunda etapa da reunião conciliar iniciou com uma celebração, presidida pelo Bispo Primaz, Dom Francisco Silva. Na sua mensagem, o Primaz falou ao povo da diocese sobre a necessidade de estarmos atentos para identificar que remendos novos estão sendo postos na roupa velha de nosso sistema político, social e religioso. Ainda afirmou a necessidade da Amazônia ser um modelo alternativo para a Igreja do Brasil, por seu testemunho contra a exploração devastadora da floresta e de seus recursos naturais. Desafiando os anglicanos a assumir a luta em favor da vida humana e da preservação da criação de Deus.

Na mesma noite tivemos um painel sobre “Amazônia e Bíblia”, com a participação da irmã Tea Frigerio, do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), e o postulante Marcos Nascimento, da Diocese Anglicana da Amazônia (DAA). Tea iniciou citando uma frase de Euclides da Cunha: “A Amazônia é a última página, ainda a escrever-se, do Gênesis”. E encerrou desejando a Igreja Anglicana na Amazônia as palavras de Eduardo Galeano: “A Utopia está lá no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

Marcos Nascimento relembrou um incidente ocorrido em 1985, quando indígenas da região dos Andes devolveram uma Bíblia para o Papa João Paulo e disseram: “em cinco séculos, ela não nos deu amor, nem paz, nem justiça”. Na sua perspectiva a Bíblia, que durante o período de colonização foi um instrumento do invasor europeu, necessita hoje ser usada como instrumento de libertação. Sua ênfase recaiu sobre a forma que usamos a Bíblia que deve nos conduzir a uma mudança das estruturas a partir do projeto do Reino.

Na manhã do segundo sábado, já com a presença do Bispo Robert Bennett, da Diocese de Huron, Ontário - Canadá, o Concílio reiniciou com um momento devocional conduzido pelo Ministro Leigo Cláudio Miranda, colocando em foco a realidade Amazônia através da música de Vital Farias, “Saga da Amazônia”. Em seguida aconteceu um painel que teve a presença do deputado estadual Edmilson Rodriguez, do PSOL, e Dom Francisco Silva, tendo como tema: “Amazônia e Conjuntura”. Partindo de um conceito do geógrafo Milton Santos, Edmilson apresentou como característica principal de nossa sociedade técnico-informacional a globalização. Globalização que se apresenta como fábula, perversidade e possibilidade. Concluiu dizendo que apesar de todas as dificuldades e violência enfrentadas na Amazônia ela possibilita a produção de um futuro justo e feliz, desde que o povo da região seja protagonista da sua história. Dom Francisco tratou da questão da identidade, principalmente da identidade amazônida: “Então, o desafio da conjuntura amazônica, que é o desafio da conjuntura nordestina, que é o desafio da conjuntura do Cerrado, que é o desafio de tantas outras culturas, que é o desafio dos quilombolas, desafio dos indígenas, desafio dos sem terras, é construir, é fortalecer, a identidade autóctone e empoderá-la politicamente”.

Em seguida, os painelistas Manoel Moraes, professor da Universidade Estadual do Pará e pastor da Igreja Batista, e o Revdo. Marcos Barros (DAA) trataram do tema “Amazônia e Teologia”. Para Manoel Moraes a teologia deve ser perpassada pela reflexão sobre a vida imediata, sobre as profundas necessidades humanas. Indo, quase sempre, no sentido contrário das propostas dos poderes constituídos. Sua própria experiência aponta nessa direção transgressora. Marcos Barros reafirmou a importância da forma anglicana de fazer teologia buscando equilíbrio entre Escritura, Tradição e Razão, como instrumento para se chegar a uma experiência de uma Igreja realmente amazônida. 

O último painel foi apresentado pelo Ministro Leigo Cláudio Miranda, também professor do Instituto de Pastoral da Igreja Católica Romana (IPAR), e o Bispo Saulo Barros (DAA) sobre o assunto “Amazônia e Espiritualidade”. Cláudio Miranda reafirmou a necessidade de uma espiritualidade aculturada na nossa identidade formada por ‘três grandes bases culturais que se entrelaçam para exprimir a identidade amazônica: a cultura indígena, a cultura cabocla mestiça (ribeirinha) e cultura branca (europeia)”. O Bispo Saulo trabalhou algumas características da espiritualidade anglicana, vista como método para relação com o transcende, como encarnação na realidade, uso da Bíblia numa leitura contextualizada e uma relação renovada com a criação. E sobre isso afirmou: “E quando falamos em ecologia na Amazônia precisamos ter presente que Amazônia é muito mais que florestas, rios e animais, é também a história de um povo sofrido, de índios, de caboclos, de imigrantes. São mais de 26 milhões de pessoas que precisa ser consideradas seriamente quando levantamos esse tema”.

Durante o momento reservado para tratar de companheiros, o bispo Robert Bennett resaltou as similaridades entre a Diocese de Huron e a Diocese da Amazônia, a floresta, a importância das águas, os Grandes Lagos, em Ontário, abriga 20% da água potável do planeta, e as mazelas de uma sociedade globalizada, hegemonicamente conduzida pelos grandes interesses financeiros. Em seguida, foi aprovado pelo Concílio o documento do convênio entre as duas dioceses que será posteriormente referendado pelo Concílio de Huron. Através deste acordo as dioceses se comprometem a orar regularmente uma pela outra, criar relações de amizade e parceria paroquial, compartilhar informações, responder em conjunto ao compromisso comum de salvaguardar a integridade da criação de Deus, promover o respeito, a sustentabilidade e renovação da vida na Terra.

No final as nove comunidades diocesanas apresentaram de forma criativa, através de PowerPoint, testemunhos, músicas, um relatório sobre suas atividades no ano de 2013.

Domingo pela manhã a Paróquia de São Lucas, na Nova Marambaia, estava cheia com as representações das paróquias, missões e pontos missionários. A homilia foi proferida pelo Bispo de Huron, traduzido por Ruth Barros, e a presidência da Eucaristia ficou a cargo do Bispo Diocesano, Saulo Barros. Durante a celebração foi assassinado o Convênio entre as duas dioceses, sendo a segunda etapa das assinaturas no Concílio da Diocese de Huron, no mês de maio, no Canadá. Também foram comissionados os integrantes das equipes pastorais que estarão encarregadas do atendimento pastoral e litúrgico na área metropolitana de Belém, sede da Diocese.

O Concílio ocorreu num clima de reflexão e festa, com lanches e refeições preparadas pela organização das mulheres da Paróquia São Lucas, boa música brasileira entoada por integrantes da banda da Catedral, e toda a energia e beleza do amazônida. Os comentários de participantes nas redes sociais evidenciaram o entusiasmo daqueles dias: “foi muito bom participar do Concílio”, “que concílio maravilhoso meus irmãos e irmãs”, “vivemos momentos de eternidade!”

Todo o evento foi registrado em vídeo e será publicado um livro com as intervenções dos painéis e outros registros do encontro, com apoio do Centro de Estudos Anglicanos (CEA).

Os representantes da Diocese de Huron, Bispo Robert Bennett, Kathleen Bennett e Stephanie Donaldson, permaneceram na região por mais uma semana conhecendo a realidade do povo anglicano que habita o norte do Brasil, visitando além das comunidades de Belém, as cidades de Gurupá e Bujarú. Como diz o canto do centenário da Igreja Anglicana na região de autoria de Xico Esvael: “Sê bem-vindo, Çai Erê/ Esta Casa quer bem receber/ Aqui pode vir mais de um/ Vem pro puxirum,/Vem com a gente lutar”.

Notícias Diocesanas ,

Viagem comissão da amazônia para Diocese de Huron - Canadá

09/05/14

AGENDA DE ORAÇÃO

Visita da Comissão da Diocese Anglicana da Amazônia à Diocese de Huron - Canadá  (Dom Saulo Barros, Ruth Barros e Mary Joyce Rocha)

Nota: o Conselho Diocesano propôs que durante a visita da comissão à Diocese Companheira, as comunidades anglicanas da Amazônia estejam em oração aproveitando suas reuniões regulares, intercedendo pelo êxito da viagem.

A agenda das visitas não está completa, algumas questões ainda não foram definidas, mas no decorrer da viagem estaremos informando sobre atualizações a todas as pessoas através das redes sociais.

DATA HORÁRIO ATIVIDADE
22/05/14 09:30 Chegada em Toronto - viagem para London.
  14:00 - 17:00 Chegada em London e descanso.
  17:00 - Jantar com Bispo Bob e sua esposa Kathie na residência episcopal
23/05/14 09:00 Viagem para a região Leste da Diocese
  10:30 Eventos e visitas
  17:00 Jantar em Stratford
  19:00 Teatro
24/05/14 09:00 Visitas e eventos na região Leste - possivelmente Erie Shore, Brantford, 6 Nations. Talvez visita à Capela dos  Mohawks.
  ? Viagem para London
25/05/14 09:00 - 12:00 Catedral - Pregação de Bispo Saulo
  16:00 Início do Concílio na Catedral
  19:00 Celebração de abertura do Concílio, assinatura do Convênio entre as duas dioceses.
26/05/14 Continuação do Concílio no Centro de Convenções ao lado do Hotel Hilton.

Almoço com delegados da juventude.

Apresentação sobre a Amazônia.

Estudo Bíblico - Bispo Saulo.

Jantar do Concílio.

27/05/14 09:00 - 12:00 Encerramento do Concílio
  12:00 - 14:00 Almoço com a Comissão de Direitos Humanos.

Talvez visita ao Huron College.

28/05/14 09:00 - 12:00 Viagem para a região Oeste, Windsor.
  12:00 - 14:00 Visita a Igreja de Santa Maria e almoço com Arcediago Jane Humphreys.
  14:00 - 18:00 Acomodação e descanso.
  18:00

19:30

Jantar social e celebração na Igreja Todos os Santos, Windsor.
29/05/14 09:00 - 12:00 Visita a Point Pelee/ Green House e a Igreja de Cristo, Colchester.
  12:00 - 14:00 Almoço em Harrow.
  À tarde Gravação de programa em português na Igreja de Santo André.
  17:00 - 19:00 Churrasco e plantio de árvores.
  19:00 - 21:00 Viagem de volta para Londres.
30/05/14 Visita a Cataratas do Niagara.
31/05/14 09:00 - 12:00 Viagem para a região Norte, Owen Sound.
  14:00

18:00

Turismo local.

Jantar celebrativo no novo salão paroquial da Igreja de São Paulo, Southampton.

01/06/14 10:30 Igreja de São Jorge, Owen Sound,

Pregação do Bispo Saulo.

  13:00 - 15:00 Evento da comunidade: apresentação sobre a Amazônia e diálogo.
  16:00 - 18:00 Viagem para o encontro de Grand Bend e Igreja de São João.
  19:00 Festa de despedida - Smackwater Jack’s
  21:00 Viagem para London
02/06/14 09:00 Viagem para o aeroporto de Toronto e retorno para Brasil.

Notícias Diocesanas ,

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