A Vocação dos Leigos

17/04/14

Caros irmãos e irmãs,

A Mary Rocha encontrou esse interessante texto do bispo Egmont Machado Krischke sobre a vocação dos leigos de 1962. São trechos de sua pastoral diocesana daquele ano publicada pelo Estandarte Cristão. Já naquela época a nossa Igreja estava preocupada com a ação dos leigos e já tinha uma boa teologia sobre o tema alicerçada no sacerdócio universal de todos os crentes.

Boa leitura para tod@s.

+Saulo Barros

 A Vocação dos Leigos

“Cada homem e cada mulher que é batizado e confirmado, passa imediatamente a participar do sacerdócio incorporado da comunidade cristã”.

(Palavras de D. Egmont Machado Krischke, em sua Pastoral, no 64º Concilio Diocesano)

Conforme notícias anteriores, um dos assuntos mais interessantes levados a plenário, foi a Pastoral de S. Excia. Revma. D. Egmont Machado Krischke, Bispo Diocesano. Já pelo tema versado - “A Vocação dos Leigos”, já pela forma erudita e convincente de que se revestiu o referido documento, a pastoral do ilustre antiste está destinada a larga reper­cussão no seio da Igreja. O Mundo atual está a exigir um Cristianismo heroico e en­volvente. E é com o laicato ao lado do clero, numa frente avançada de trabalho para Deus, que a Igreja há de alcançar as grandes vitó­rias no Mundo.

Passamos, em seguida, a publicar trechos da pastoral em apreço.

O POVO (LAÓS) DE DEUS

Urge, antes de tudo, devolvermos ao termo Leigo o seu sentido original, segundo a doutrina e a prática do Novo Testamento. E aqui está certamente o nosso alicerce teoló­gico. Na linguagem bíblica, a expressão Leigo não designava, como se faz hoje, na gíria eclesiástica e profana, uma pessoa que desco­nhece determinado assunto. Não descreveria, portanto, o tipo moderno de eclesiano - o cristão que delegou as suas funções de evangelismo e cuidado pastoral exclusivamente a um ministério profissional. Exatamente o con­trário é que nos ensinam as Santas Escrituras. Ali, o Laicato é nada menos que o Laós, isto é, o Povo de Deus - a inteira companhia dos fiéis.

A existência de diferentes ordens e fun­ções ministeriais, conquanto essencial, não deveria jamais obscurecer o fato de que a Igreja como um todo - como Povo de Deus, é que continua a missão sacerdotal de Cristo sobre a Terra. E, nesta acepção, cada ho­mem e cada mulher que é batizado e confir­mado, passa imediatamente a participar do sacerdócio incorporado da comunidade cristã. A Bíblia nos descreve o Povo de Deus como “Reino de Sacerdotes” (Êxodo 19:6; Apocalipse. 1:6; 5:10), e “Sacerdotes de Deus e de Cris­to” (Apocalipse 20:6). Na primeira epistola de São Pedro (2:9) aparecem as famosas expressões:

“Vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, Povo (Laós) de propriedade exclusiva de Deus”. E o inspirado autor bíblico logo acrescenta que esse sacerdócio foi estabelecido com vistas à conquista do mundo: “A fim de proclamardes as virtudes daquele que vos cha­mou das trevas para a maravilhosa luz”.

O livro de Atos dos Apóstolos nos dá alguns relances da maneira em que os mem­bros da Igreja nascente exerciam o seu Sacer­dócio incorporado. Havia ordem e decência nos seus atos coletivos. Observava-se mesmo o princípio de hierarquia dentro daquele sa­cerdócio universal. Aos domingos reuniam-se para oferecer a Deus o seu culto ou Liturgia, que era sempre o Sacrifício Eucarístico - o “partir do pão”. A este respeito comenta o Teólogo Anglicano, Alan Richardson, que “esta oferenda litúrgica ou sacramental cons­titui a expressão, sob a forma de culto, do contínuo serviço sacrificial da vida cristã que ‘os Sacerdotes de Deus’ (O Povo de Deus) oferecem todos os dias e cada momento do dia”.

 MISSÃO NO MUNDO

Costumamos dizer que a missão do cris­tianismo no mundo é Evangelizar, o que está certo. O problema é que nos habituamos a associar esse termo com a proclamação do Evangelho, de viva voz. Este é, porém, ape­nas um dos métodos de Evangelização e nem sempre o mais eficiente. Pois Evangelizar é, na essência, promover a reconciliação do Ho­mem com Deus, em Cristo. Este é o sentido profundo do ministério sacerdotal da Igreja, do qual deriva o ministério dos leigos, assim como as Sagradas Ordens. Reconhecemos que os leigos, e não o clero, é que têm o grande ensejo de penetrar fundo na vida pro­fana de nossos dias e levar o Evangelho da Redenção a muitas almas que jamais seriam atingidas pelos processos comuns de Evange­lização.

Vivemos na era dos grupos profissionais que, não raro, se hostilizam mutuamente, ou se reúnem num clima de tensão e conflito. Os problemas sociais e econômicos se tornam cada vez mais agudos, sob a pressão de classes e partidos. Há famílias que sofrem golpes mo­rais profundos, ou enfrentam a penúria ou o desemprego. Outras estão sob ameaça do desmoronamento, A Igreja, em tais circuns­tâncias como instituição, pode parecer dis­tante. Pode ser desconhecida. Pode mesmo não ser desejada. De quem partirá, então, a palavra de paz, ou de conforto, ou de orienta­ção construtiva - a palavra que será dita na hora exata e no local exato, com o suave poder de mudar o rumo dos acontecimentos? Só um operário poderia pregar este sermão no seu sindicato, o sermão do seu testemunho vivo. O mesmo diríamos de todos os demais setores de atividades seculares na sociedade contemporânea.

ESTANDARTE CRISTÃO - AGOSTO DE 1962

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Nosso 8º Concílio

13/03/14

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Curso de Formação de Lideranças Populares… Participe!

17/01/14

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Dia de Combate contra a Intolerância Religiosa

17/01/14

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Recital de Natal - Catedral de Santa Maria - Belém - PA

09/12/13

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Nelson Mandela: nota de solidariedade do Primaz do Brasil

07/12/13

ieab_text-2.pngSanta Maria, 06 de dezembro de 2013

“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” . Mateus 5.9

 

Aos nossos irmãos e irmãs sul-africanos estendo meus sentimentos pelo passamento de um grande líder. Nelson Mandela foi capaz de reunir duas características raramente conciliáveis: a coragem e a ternura.

Sua trajetória foi capaz de suportar a repressão de um injusto regime e transitar de forma íntegra da prisão à liberdade e vencer pelo exemplo. Quando a vitória o levou a dirigir o seu povo nunca usou o poder para vingar-se dos seus opressores. O processo de ampla reconciliação nacional revelou a sua profunda leitura espiritual da vida.

Que seu exemplo sirva para os líderes de nosso mundo. Aos anglicanos da África e ao povo estendo as minhas orações para que o consolo de Deus seja com todos. Descanse em paz Mandiba! Que seu exemplo nos inspire!

++ Bispo Francisco de Assis da Silva

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

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Mensagem do Advento - Bispo Primaz

02/12/13

8118931383_48d8bc70a9_z.jpgSanta Maria, 28 de Novembro 2013

E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono;

porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.

Romanos 13:11

Aos Irmãos e Irmãs,

Bispos, Clero e Laicato de nossa IEAB

Graça e Paz!

Neste domingo vivenciaremos o começo de uma estação litúrgica muito especial para a Igreja: o Advento. Nada mais apropriado para nossa IEAB nestes tempos nos quais reunimos em Sínodo e traçamos caminhos cheios de sonhos para fortalecer a nossa identidade de uma Igreja que adora e serve.

Se pudéssemos definir em termos de sentimento o que nos move neste instante como Província eu diria que vivemos um rico momento de escuta. Escuta da vontade de Deus para nossa Igreja. Escuta do chamado do Espírito para que experimentemos a comunhão das vontades divina e humana. Escuta de uns pelos outros, num imenso e contínuo Indaba.

A experiência recente da espiritualidade do labirinto nos ensinou que antes de nos preocuparmos em oferecer as nossas cosmovisões, precisamos calar a alma, ouvir a voz de Deus e a voz das pessoas que caminham ao nosso lado. A simbologia do Advento aponta para uma coroa perfeitamente circular, sem começo nem fim, apontando para a eternidade de Deus e para a nossa também. O símbolo do labirinto também é circular, significando que nosso caminhar representa o ir e vir, sem nada que impeça o caminho. Nesse caminhar  somos transformados e saímos alimentados para servir ao mundo.

Que nossa IEAB continue sabiamente caminhando na circularidade da meditação, da escuta e do fortalecimento de nosso amor. Que cada vela que for acesa em nossas liturgias de Advento aumente a nossa compreensão e visão da vontade de Deus. E quando o Menino Deus chegar e a luz plena for acesa em nossos corações, possamos dizer como o profeta Simeão: pois já os meus olhos viram a tua salvação!

Um abençoado Advento ao povo anglicano de nosso país!

++ Francisco de Assis da Silva

Primaz do Brasil e diocesano Santa Maria

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CARTA PASTORAL DA CÂMARA DOS BISPOS DA IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

29/11/13

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Perseverai no amor fraterno! (…) O Deus da paz, que ressuscitou dos mortos o grande pastor das ovelhas no sangue do eterno testamento,  o Nosso Senhor Jesus, vos disponha para todo bem, para fazerdes a sua vontade, cumprindo em vós o que é agradável em sua presença, por Jesus Cristo, para quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém. (Hb 13:1, 20-21)

 

Queridas irmãs, queridos irmãos, clero e laicato de nossa amada IEAB, por motivo da missão que nos incumbe como bispos da Igreja de Deus, temos a alegria de saudar a todas e todos com a paz de Cristo. Sejamos bem vindas e bem vindos a esta 32a. Assembleia Sinodal, ocasião privilegiada de reencontro de todas as regiões do país, celebração maior de nossa unidade fraterna.

Sínodo é fazer caminho em conjunto, é convergir e querer prosseguir em conjunto no caminho da Missão. Cada vez mais com o compromisso de partilhar o mesmo pão, vivenciando o companheirismo, que quer dizer “com-pão”, pão comum. Não é isto mesmo o sacramento maior de nossa fé?

Como lideranças da Igreja, temos o desafio de fazer brilhar a unidade na legítima e sadia diversidade tendo em conta a firme regra das relações na Igreja de Cristo: “Nas coisas secundárias, liberdade; no essencial, unidade; em tudo, porém, caridade, para que não saiamos do amor, para não sairmos de Deus”.

1. Boas Novas que brotam do chão da vida

Desde o últimos Sínodo, “grandes coisas tem operado o Senhor em nosso favor”, mesmo em meio da nossa precariedade e do pecado que nos limita.

- O Distrito Missionário tem sido um sinal claro do compromisso missionário da Igreja.

- O Serviço Anglicano de Diaconia e Desenvolvimento (SADD) tem sido um sinal claro do compromisso da Igreja com o serviço ao mundo.

- A transferência da sede provincial para São Paulo, aprovada pela Câmara dos Bispos e pelo Conselho Executivo, representa o anseio de maior eficácia do serviço da Igreja.

- As Áreas Provinciais estão se consolidando mais e mais.

- A eleição de novos bispos aponta para o caminho da renovação das lideranças da Igreja. Inclusive como parte deste processo, o Sínodo elegerá um novo bispo para a Igreja.

- A JUNET tem trabalhado intensamente na nova proposta de estrutura da educação teológica da Província, buscando fortalecer nossa identidade eclesial.

- A IEAB continua afirmando seu compromisso interanglicano e ecumênico, e marcando sua presença nas instâncias da sociedade civil.

- Esse testemunho é corroborado por tantos admiráveis gestos escondidos, de generosidade, dedicação, fé, esperança e amor, na vida de inumeráveis irmãos e irmãs em nossas comunidades.

Por todas estas vitórias da Cruz, demos graças a Deus!

2. Grandes Desafios

A Missão de Deus nos desafia. A Igreja está no mundo e sua tarefa é ser fermento, luz e sal em meio à sociedade para que se dissipem as trevas e Cristo nos revele o Reinado de Deus.

- A realidade social, política, cultural e religiosa se acha em acelerado  ritmo de mutação. Diante disto, escutamos o chamado para testemunhar a presença de Cristo no mundo.

- Sabemos também que há um consenso em toda a Igreja da necessidade de adequar nossa Constituição e Cânones à realidade que vivemos. Por isso comprometemo-nos a produzir uma profunda discussão sobre o assunto, mediante um processo que envolva todas as instâncias da Igreja, culminando num Sínodo Extraordinário Constituinte.

- Entre os muitos desafios teológicos, pastorais, canônicos e organizacionais, chama-nos a atenção a questão da união de pessoas homoafetivas. Diante disso, a Câmara dos Bispos já se manifestou duas vezes, por meio de cartas pastorais, nas quais se afirmou a legitimidade, seriedade e relevância pastoral do tema. Também ao longo dos últimos anos, diversos materiais foram produzidos. O que nos falta é um processo de reflexão pastoral amplo, que envolva todas as instâncias, oferecendo a oportunidade de que o tema seja apropriado, refletido e decidido desde a base da Igreja.

3. Nossas Esperanças

Que este Sínodo seja pleno da consciência de que só cumpriremos nossa missão de mãos dadas, numa  caminhada em que leigos e leigas, clérigos e clérigas, e bispos assumamos nossa responsabilidade como dispenseiros e dispenseiras da fé.

Que, além de ser uma assembleia organizacional, este Sínodo seja, sobretudo, a vivência autêntica do Corpo de Cristo, que, composto por diversos membros, ora, reflete e atua em sincronia e comunhão.

Que a Trindade Bendita nos guie e ilumine na caminhada!

Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2013, A.D

Dom Maurício Andrade Bispo Primaz e Brasília

Dom Naudal Alves Gomes Curitiba

Dom Filadelfo Oliveira Rio de Janeiro

Dom Saulo Maurício de Barros Belém

Dom Renato da Cruz Raatz Pelotas

Dom Francisco de Assis da Silva Santa Maria

Dom Humberto Maiztegui Porto Alegre

Dom Flavio Irala São Paulo

Dom Clóvis Erly Rodrigues Emérito

Dom Almir dos Santos Emérito

Dom Jubal Pereira Neves Emérito

Dom Celso Franco de Oliveira Emérito

Dom Orlando Oliveira Emérito

Dom Sebastião Armando Gameleira Soares Emérito

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NOVA DIRETORIA UMEAB - DIOCESE ANGLICANA DA AMAZÔNIA

16/09/13
diretoria-2013.JPGA UMEAB da Diocese Anglicana da Amazônia reuniu-se no último dia 06 de agosto, nas dependências da Catedral de Santa Maria para a distribuição dos cargos e planejamento das suas atividades. A Sra. Maria Elizabeth Santos Teixeira é a nova presidente da UMEAB, a Sra. Maria Luciléia Santos da Silva, ficou responsável pelas finanças e a coordenadora da Oferta Unida de Gratidão, a Sra. Maria Francisca de Arnôa Cunha, a Joseane Paula da Silva continuará fazendo parte da diretoria ajudando na alimentação do site da UMEAB Nacional e a Sra. Maria de Lourdes será apoiadora oficial do grupo.

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Assembleia da UMEAB Amazônia - 2013

15/05/13

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A Assembleia aconteceu na tarde do dia 04/05/2013, contou com a participação das mulheres das comunidades da grande Belém, também com uma breve palavra do Bispo Diocesano Dom Saulo Barros e da Deã da Catedral de Santa Maria,  Revda.Carmen Etel. A Srta. Mary Joyce explicou o processo de eleição e a função da diretoria diocesana, a presidente Sra. Lourdes Souza, incentivou o recolhimento das Caixinhas Azuis e lembrou que participou do processo de escolha dos projetos que foram contemplados pela oferta Unida de Gratidão. Em seguida, as mulheres colocaram-se a disposição para ajudar no recolhimento das Ofertas nas suas comunidades, também sugeriram atividades que precisam ser desenvolvidas a nível diocesano. Foram eleitas por aclamação as senhoras: Maria Elizabeth Santos Teixeira, Maria Francisca de Arnôa Cunha, Maria Lucilea da Silva Santos e Joseane Paula da Silva que vai continuar na diretoria por mais este ano para dar suporte para a Comunicação do Site Nacional da UMEAB, esta diretoria contará com a assessoria da então presidente sra. Lourdes Souza.Que Deus continue abençoando o trabalho das mulheres desta região, dando-lhes força, coragem e sabedoria para continuarem fortalecendo e unindo as mulheres da Amazônia. 

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