Declaração da Igreja Episcopal de Cuba

18/12/14

Diante do novo momento de distencionamento da relação entre Estados Unidos e Cuba a Igreja Episcopal de Cuba fez a seguinte declaração:

La Habana, 17 diciembre, 2014.

DECLARACION  DE  LA IGLESIA  EPISCOPAL  DE  CUBA EN RELACION A LOS DOS GRANDES ACONTECIMIENTOS DE HOY.

Para el pueblo cubano, este día constituye una jornada de gran trascendencia para  su futuro. Los pasos que hoy se han dado entre los gobiernos de Cuba y los Estados Unidos, al anunciar el restablecimiento de relaciones diplomáticas  y en consecuencia proceder a la excarcelación de los tres compatriotas cubanos y al ciudadano norteamericano Alan Gross, entre otros,  ponen de manifiesto que, el diálogo, la disposición de entendimiento mutuo y respeto  en medio de diferencias, son elementos básicos en las relaciones entre pueblos y gobiernos.

Damos gracias a Dios por el retorno de todos ellos al seno de sus familias y de sus países y por el reconocimiento  de poner fin a la ruptura y crear grandes posibilidades de  comprensión y respeto en las relaciones. Damos gracias a Dios por los puentes de esperanza que las Iglesias en Estados Unidos y en Cuba  afirmaron desde hace varias décadas, aún  en momentos políticamente difíciles. Especialmente damos gracias por la Iglesia Episcopal (aclarar aquí) (TEC), que a  través de diferentes maneras como  viajes, intercambios  o  presentación de  resoluciones oficiales,  ha acompañado a nuestra Iglesia y por lo tanto a nuestro pueblo.

Pedimos  a Dios que su Espíritu Santo guíe  a los gobernantes y líderes de ambos países en sabias decisiones.  Que ilumine  los nuevos tiempos y desafíos que se avizoran  para el pueblo cubano. Que ese mismo Espíritu nos permita entretejer – aún con las diferencias-  la concordia entre  ambos pueblos y  afirmar nuestro compromiso de defender la verdad, la justicia y la paz  que provienen del amor inconmensurable de Dios Trino.

La Navidad, que nos aprestamos a celebrar, es el proyecto de amor encarnado, que se hace realidad contextual hoy. Jesús nace para que la reconciliación y la paz  lleguen y llenen  la vida de mujeres y hombres, de familias y comunidades, de pueblos y naciones.  Que la luz de la  Navidad sea fuente de bendición para ambos pueblos. 

Rev. Alfredo Nuño ( Pres. Com.Permanente)     +Ulises Aguero (Obispo Sufragáneo)    +Griselda Delgado (Obispa Diocesana)


          

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Curso de Imersão em Anglicanismo do CEA começa em março de 2015

14/11/14

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Encontro debate Famílias e Diversidade Sexual com dioceses da Área III da IEAB

17/10/14

2014-10-10-151933.jpgAs dioceses que formam a Área Provincial III da IEAB - Brasília, Recife, Amazônia e Distrito Missionário - participaram, nos dias 10 a 13 de outubro, no Instituto São Boaventura, em Brasília- DF, do Indaba (diálogos) sobre “Famílias e Diversidade Sexual”. Esse foi o segundo encontro realizado - o primeiro aconteceu na Área I, em Curitiba, no mês de setembro  - para debater a sexualidade humana, atendendo  deliberação  do último Sínodo para que houvesse ampla discussão, em toda a IEAB, sobre o tema.
Num clima de cordialidade e respeito pelas posições contrárias, o Indaba transcorreu em forma de “roda de conversas” a partir de exposições feitas por palestrantes convidados. A metodologia usada foi a da escuta, permitindo que todos se expressassem livremente, desde o primeiro momento, sem barreiras ou censuras, o que resultou num ambiente fraterno de diálogo entre os participantes.
O encontro começou na sexta, dia 10, com oração dirigida pela Diocese da Amazônia, utilizando a espiritualidade do labirinto, seguido de conversa sobre a situação atual das nossas comunidades/dioceses em relação ao tema proposto e, no final da tarde, celebração da Eucaristia por Dom João Peixoto, da Diocese Anglicana do Recife.
No sábado, a primeira palestra foi do reverendo Miguel Cox, da Igreja Episcopal Cristã,do Recife, que abordou o tema proposto a partir das Sagradas Escrituras como princípio de autoridade na Igreja. Coube a ele apresentar o contraditório da questão das novas configurações familiares e da diversidade sexual defendendo, entre outros pontos, a importância dos textos bíblicos para entendimento do tema.
Após “roda de conversa” nos grupos, os participantes ouviram a palestra do professor André Musskopf, que abordou o tema a partir dos movimentos LGBT. Para ele, a causa da desestruturação atual das famílias é o modelo capitalista da sociedade. Defendeu, também, uma nova maneira de leitura da Bíblia que permita a inclusão de todas as pessoas,independente da sua opção sexual. Para completar as exposições, a reverenda Lilian Conceição Lira, da Diocese Anglicana do Recife, falou sobre o tema da sexualidade a partir da visão de gênero, refletindo a partir da sua própria experiência na IEAB e DAR.
Coordenado pela equipe do Centro de Estudos Anglicanos (CEA), o Indaba da Área III reuniu cerca de 40 pessoas. A condução das plenárias foi do professor Paulo Ueti, da Diocese Anglicana de Brasília. As liturgias, elaboradas a partir da espiritualidade do labirinto, ficaram sob responsabilidade das dioceses e distrito missionário. O encontro foi encerrado, no domingo,dia 12, com a celebração da Eucaristia, presidida por Dom Maurício Andrade, bispo da Diocese Anglicana de Brasília.

Revdo. Félix Batista Filho (DAR)

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CARTA DOS BISPOS ANGLICANOS SOBRE AS ELEIÇÕES….

16/09/14

ieab-2.jpegÓ Deus, dá aos que governam os teus juízos, e a tua justiça aos filhos dos que governam. Sl 72,1 !!

Estamos nos aproximando de mais um pleito eleitoral em nosso país no qual iremos escolher os mandatários dos cargos governamentais e de representação nas Assembleias Legislativas e Congresso Nacional. Desde 1985 o povo brasileiro tem livremente escolhidos seus representantes e devemos manter vivo em nossa memória o custo dessa conquista e o valor das liberdades civis e políticas. Entendemos que a liberdade de escolha é um dom de Deus que devemos preservar.
Um dos componentes essenciais do exercício da liberdade de escolha é a avaliação das opções disponíveis. Isto vale para todas as situações, raramente a realidade nos confronta com situações sem alternativa. Porém, algumas vezes o desencanto com a política se transforma em cinismo. Pessoas são levadas a suspender sua capacidade de julgamento da realidade e passam a acreditar que ninguém tem autoridade moral para liderar politicamente.
Exortamos os(as) anglicanos(as) brasileiros(as) à responsabilidade de agirmos de forma íntegra no mundo público e isto nos inclui como eleitores(as) tanto quanto como candidatos(as). Cremos no Deus de amor e justiça que nos guia e aponta caminhos em todas as circunstâncias. Encorajamos nossos irmãos e irmãs a se colocarem em reflexão e escuta da voz de Deus nesse momento, para discernirem o que lhes pareça melhor para sua comunidade local e para nosso país. Entendemos
que a vida é plural, que há muitas perspectivas possíveis de compreensão da realidade e que isto significa faremos escolhas diferentes. Estamos certos de que responderemos com fidelidade ao
chamado de Deus se o fizermos inspirados pelos princípios da justiça e da solidariedade com os mais pobres e marginalizados.
O momento eleitoral é uma oportunidade de testemunharmos sobre os valores que acreditamos devam prevalecer no mundo público, mas também de apostarmos em projetos para o país, em transformações que beneficiem a maioria do povo, em políticas e leis que façam avançar as causas da justiça, da igualdade e da liberdade.
Um traço bastante claro da política brasileira nos últimos anos tem sido a presença visível das candidaturas religiosas. Não apenas pessoas têm se sentido chamadas a disputarem eleições tendo sua posição de fé como marca distintiva, como igrejas e outras organizações religiosas têm apoiado publicamente candidaturas. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil valoriza essa prática como sinal da preocupação ético-política das religiões com os destinos da sociedade brasileira, desde que essa
ação esteja orientada para o bem comum e não leve a uma apropriação do mundo público por agendas específicas e valores de grupos religiosos, violando a liberdade de crença e de pensamento dos demais cidadãos e cidadãs. Ao mesmo tempo, advertimos nossos irmãos e irmãs para a necessidade de discernimento em relação aos seguintes pontos:
a) o estado brasileiro deve assegurar condições iguais às pessoas de todas as religiões e de nenhuma, não podendo ser utilizado para impor os valores que correspondem a algumas tradições de fé como se fossem de todas. A defesa do estado laico, pluralista e democrático, bem como do debate aberto sobre a fundamentação ética que queiramos dar a nossas escolhas políticas são pilares da visão anglicana no contexto brasileiro;
b) o pertencimento à igreja cristã não nos torna infalíveis nem mais justos do que os outros. Isso significa que precisamos continuar a exercer nosso discernimento com seriedade para escolher quem melhor corresponda as nossas expectativas e aspirações de um mundo justo e fraterno. A
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil não possui candidatos(as), nem apoia oficialmente, em circunstâncias normais de disputa eleitoral, qualquer candidatura;
c) o discernimento deve ser basear tanto na integridade pessoal dos(as) candidatos(as) quanto na sua trajetória política.
Assim, conclamamos a todos(as) os(as) anglicanos(as) brasileiros a agirem com compromisso republicano neste momento e a darem seu testemunho de fé de modo a que nossas paróquias e comunidades
sejam lugares de conscientização e debate cívico sobre os destinos dos estados e da nação brasileira e nossos posicionamentos pessoais sejam oportunidades de testemunho coerente da nossa visão plural da fé sobre os assuntos públicos.

Dom Francisco Silva, Bispo Primaz e Diocesano da Sul Ocidental
Dom Naudal Gomes, Bispo da Diocese Anglicana de Curitiba
Dom Filadelfo Oliveira, Bispo da Diocese Anglicana do Rio de Janeiro
Dom Maurício Andrade, Bispo da Diocese Anglicana de Brasilia
Dom Saulo Barros, Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia
Dom Renato Raatz, Bispo da Diocese Anglicana de Pelotas
Dom Flávio Irala, Bispo da Diocese Anglicana de São Paulo
Dom Humberto Maiztegui, Bispo da Diocese Meridional
Dom João Peixoto, Bispo da Diocese Anglicana do Recife
Dom Orlando Santos , Emérito
Dom Almir dos Santos, Emérito

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8º Concílio Diocese Anglicana da Amazônia

10/05/14

dsc00124.JPGNos dias 08, 14,15 e 16 de março ocorreu o 8° Concílio da Diocese Anglicana da Amazônia, tendo como temática: “Amazônia e Anglicanismo”. A assembleia conciliar foi hospedada pela Paróquia de São Lucas na Nova Marambaia, Belém, Pará. O primeiro sábado foi dedicado as questões administrativas e burocráticas. No final de semana seguinte ocorreram os painéis e discussões temáticas.

A decisão do bispo e do Conselho Diocesano em realizar um evento tendo como eixo principal a questão amazônica foi resultado de uma longa reflexão que tem sido feita sobre o papel do anglicanismo na região, desde a chegada do primeiro missionário neste imenso “Jardim de Deus”. Assunto também bastante discutido durante o Centenário da Igreja Anglicana na Amazônia celebrado em 2012.

Na parte inicial do Concílio foram eleitos os novos membros do Conselho Diocesano, nomeados os integrantes das diversas comissões e representações, apresentados as novas integrantes da UMEAB diocesana, encaminhado o planejamento para o próximo triênio, e tratados assuntos referentes a missão de Deus.

A segunda etapa da reunião conciliar iniciou com uma celebração, presidida pelo Bispo Primaz, Dom Francisco Silva. Na sua mensagem, o Primaz falou ao povo da diocese sobre a necessidade de estarmos atentos para identificar que remendos novos estão sendo postos na roupa velha de nosso sistema político, social e religioso. Ainda afirmou a necessidade da Amazônia ser um modelo alternativo para a Igreja do Brasil, por seu testemunho contra a exploração devastadora da floresta e de seus recursos naturais. Desafiando os anglicanos a assumir a luta em favor da vida humana e da preservação da criação de Deus.

Na mesma noite tivemos um painel sobre “Amazônia e Bíblia”, com a participação da irmã Tea Frigerio, do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), e o postulante Marcos Nascimento, da Diocese Anglicana da Amazônia (DAA). Tea iniciou citando uma frase de Euclides da Cunha: “A Amazônia é a última página, ainda a escrever-se, do Gênesis”. E encerrou desejando a Igreja Anglicana na Amazônia as palavras de Eduardo Galeano: “A Utopia está lá no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.

Marcos Nascimento relembrou um incidente ocorrido em 1985, quando indígenas da região dos Andes devolveram uma Bíblia para o Papa João Paulo e disseram: “em cinco séculos, ela não nos deu amor, nem paz, nem justiça”. Na sua perspectiva a Bíblia, que durante o período de colonização foi um instrumento do invasor europeu, necessita hoje ser usada como instrumento de libertação. Sua ênfase recaiu sobre a forma que usamos a Bíblia que deve nos conduzir a uma mudança das estruturas a partir do projeto do Reino.

Na manhã do segundo sábado, já com a presença do Bispo Robert Bennett, da Diocese de Huron, Ontário - Canadá, o Concílio reiniciou com um momento devocional conduzido pelo Ministro Leigo Cláudio Miranda, colocando em foco a realidade Amazônia através da música de Vital Farias, “Saga da Amazônia”. Em seguida aconteceu um painel que teve a presença do deputado estadual Edmilson Rodriguez, do PSOL, e Dom Francisco Silva, tendo como tema: “Amazônia e Conjuntura”. Partindo de um conceito do geógrafo Milton Santos, Edmilson apresentou como característica principal de nossa sociedade técnico-informacional a globalização. Globalização que se apresenta como fábula, perversidade e possibilidade. Concluiu dizendo que apesar de todas as dificuldades e violência enfrentadas na Amazônia ela possibilita a produção de um futuro justo e feliz, desde que o povo da região seja protagonista da sua história. Dom Francisco tratou da questão da identidade, principalmente da identidade amazônida: “Então, o desafio da conjuntura amazônica, que é o desafio da conjuntura nordestina, que é o desafio da conjuntura do Cerrado, que é o desafio de tantas outras culturas, que é o desafio dos quilombolas, desafio dos indígenas, desafio dos sem terras, é construir, é fortalecer, a identidade autóctone e empoderá-la politicamente”.

Em seguida, os painelistas Manoel Moraes, professor da Universidade Estadual do Pará e pastor da Igreja Batista, e o Revdo. Marcos Barros (DAA) trataram do tema “Amazônia e Teologia”. Para Manoel Moraes a teologia deve ser perpassada pela reflexão sobre a vida imediata, sobre as profundas necessidades humanas. Indo, quase sempre, no sentido contrário das propostas dos poderes constituídos. Sua própria experiência aponta nessa direção transgressora. Marcos Barros reafirmou a importância da forma anglicana de fazer teologia buscando equilíbrio entre Escritura, Tradição e Razão, como instrumento para se chegar a uma experiência de uma Igreja realmente amazônida. 

O último painel foi apresentado pelo Ministro Leigo Cláudio Miranda, também professor do Instituto de Pastoral da Igreja Católica Romana (IPAR), e o Bispo Saulo Barros (DAA) sobre o assunto “Amazônia e Espiritualidade”. Cláudio Miranda reafirmou a necessidade de uma espiritualidade aculturada na nossa identidade formada por ‘três grandes bases culturais que se entrelaçam para exprimir a identidade amazônica: a cultura indígena, a cultura cabocla mestiça (ribeirinha) e cultura branca (europeia)”. O Bispo Saulo trabalhou algumas características da espiritualidade anglicana, vista como método para relação com o transcende, como encarnação na realidade, uso da Bíblia numa leitura contextualizada e uma relação renovada com a criação. E sobre isso afirmou: “E quando falamos em ecologia na Amazônia precisamos ter presente que Amazônia é muito mais que florestas, rios e animais, é também a história de um povo sofrido, de índios, de caboclos, de imigrantes. São mais de 26 milhões de pessoas que precisa ser consideradas seriamente quando levantamos esse tema”.

Durante o momento reservado para tratar de companheiros, o bispo Robert Bennett resaltou as similaridades entre a Diocese de Huron e a Diocese da Amazônia, a floresta, a importância das águas, os Grandes Lagos, em Ontário, abriga 20% da água potável do planeta, e as mazelas de uma sociedade globalizada, hegemonicamente conduzida pelos grandes interesses financeiros. Em seguida, foi aprovado pelo Concílio o documento do convênio entre as duas dioceses que será posteriormente referendado pelo Concílio de Huron. Através deste acordo as dioceses se comprometem a orar regularmente uma pela outra, criar relações de amizade e parceria paroquial, compartilhar informações, responder em conjunto ao compromisso comum de salvaguardar a integridade da criação de Deus, promover o respeito, a sustentabilidade e renovação da vida na Terra.

No final as nove comunidades diocesanas apresentaram de forma criativa, através de PowerPoint, testemunhos, músicas, um relatório sobre suas atividades no ano de 2013.

Domingo pela manhã a Paróquia de São Lucas, na Nova Marambaia, estava cheia com as representações das paróquias, missões e pontos missionários. A homilia foi proferida pelo Bispo de Huron, traduzido por Ruth Barros, e a presidência da Eucaristia ficou a cargo do Bispo Diocesano, Saulo Barros. Durante a celebração foi assassinado o Convênio entre as duas dioceses, sendo a segunda etapa das assinaturas no Concílio da Diocese de Huron, no mês de maio, no Canadá. Também foram comissionados os integrantes das equipes pastorais que estarão encarregadas do atendimento pastoral e litúrgico na área metropolitana de Belém, sede da Diocese.

O Concílio ocorreu num clima de reflexão e festa, com lanches e refeições preparadas pela organização das mulheres da Paróquia São Lucas, boa música brasileira entoada por integrantes da banda da Catedral, e toda a energia e beleza do amazônida. Os comentários de participantes nas redes sociais evidenciaram o entusiasmo daqueles dias: “foi muito bom participar do Concílio”, “que concílio maravilhoso meus irmãos e irmãs”, “vivemos momentos de eternidade!”

Todo o evento foi registrado em vídeo e será publicado um livro com as intervenções dos painéis e outros registros do encontro, com apoio do Centro de Estudos Anglicanos (CEA).

Os representantes da Diocese de Huron, Bispo Robert Bennett, Kathleen Bennett e Stephanie Donaldson, permaneceram na região por mais uma semana conhecendo a realidade do povo anglicano que habita o norte do Brasil, visitando além das comunidades de Belém, as cidades de Gurupá e Bujarú. Como diz o canto do centenário da Igreja Anglicana na região de autoria de Xico Esvael: “Sê bem-vindo, Çai Erê/ Esta Casa quer bem receber/ Aqui pode vir mais de um/ Vem pro puxirum,/Vem com a gente lutar”.

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Viagem comissão da amazônia para Diocese de Huron - Canadá

09/05/14

AGENDA DE ORAÇÃO

Visita da Comissão da Diocese Anglicana da Amazônia à Diocese de Huron - Canadá  (Dom Saulo Barros, Ruth Barros e Mary Joyce Rocha)

Nota: o Conselho Diocesano propôs que durante a visita da comissão à Diocese Companheira, as comunidades anglicanas da Amazônia estejam em oração aproveitando suas reuniões regulares, intercedendo pelo êxito da viagem.

A agenda das visitas não está completa, algumas questões ainda não foram definidas, mas no decorrer da viagem estaremos informando sobre atualizações a todas as pessoas através das redes sociais.

DATA HORÁRIO ATIVIDADE
22/05/14 09:30 Chegada em Toronto - viagem para London.
  14:00 - 17:00 Chegada em London e descanso.
  17:00 - Jantar com Bispo Bob e sua esposa Kathie na residência episcopal
23/05/14 09:00 Viagem para a região Leste da Diocese
  10:30 Eventos e visitas
  17:00 Jantar em Stratford
  19:00 Teatro
24/05/14 09:00 Visitas e eventos na região Leste - possivelmente Erie Shore, Brantford, 6 Nations. Talvez visita à Capela dos  Mohawks.
  ? Viagem para London
25/05/14 09:00 - 12:00 Catedral - Pregação de Bispo Saulo
  16:00 Início do Concílio na Catedral
  19:00 Celebração de abertura do Concílio, assinatura do Convênio entre as duas dioceses.
26/05/14 Continuação do Concílio no Centro de Convenções ao lado do Hotel Hilton.

Almoço com delegados da juventude.

Apresentação sobre a Amazônia.

Estudo Bíblico - Bispo Saulo.

Jantar do Concílio.

27/05/14 09:00 - 12:00 Encerramento do Concílio
  12:00 - 14:00 Almoço com a Comissão de Direitos Humanos.

Talvez visita ao Huron College.

28/05/14 09:00 - 12:00 Viagem para a região Oeste, Windsor.
  12:00 - 14:00 Visita a Igreja de Santa Maria e almoço com Arcediago Jane Humphreys.
  14:00 - 18:00 Acomodação e descanso.
  18:00

19:30

Jantar social e celebração na Igreja Todos os Santos, Windsor.
29/05/14 09:00 - 12:00 Visita a Point Pelee/ Green House e a Igreja de Cristo, Colchester.
  12:00 - 14:00 Almoço em Harrow.
  À tarde Gravação de programa em português na Igreja de Santo André.
  17:00 - 19:00 Churrasco e plantio de árvores.
  19:00 - 21:00 Viagem de volta para Londres.
30/05/14 Visita a Cataratas do Niagara.
31/05/14 09:00 - 12:00 Viagem para a região Norte, Owen Sound.
  14:00

18:00

Turismo local.

Jantar celebrativo no novo salão paroquial da Igreja de São Paulo, Southampton.

01/06/14 10:30 Igreja de São Jorge, Owen Sound,

Pregação do Bispo Saulo.

  13:00 - 15:00 Evento da comunidade: apresentação sobre a Amazônia e diálogo.
  16:00 - 18:00 Viagem para o encontro de Grand Bend e Igreja de São João.
  19:00 Festa de despedida - Smackwater Jack’s
  21:00 Viagem para London
02/06/14 09:00 Viagem para o aeroporto de Toronto e retorno para Brasil.

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Reflexão acerca do caminho de Emaús

09/05/14

No Evangelho do 3º domingo da Páscoa, refletimos a leitura bíblica sobre os discípulos de Emaús, que após viverem todas emoções da Páscoa em Jerusalém (Lc 24, 13-35), voltavam para a cidade de Emaús. Voltavam tristes, cabisbaixos sem entender o que realmente tinha acontecido naqueles dias.

Talvez esperassem o “REI”, guerreiro, que fosse pegar na espada e levar o povo a uma luta sangrenta contra a dominação do império romano, e por isso não haviam entendido a mensagem de Cristo, que era um homem guerreiro sim mas não como eles imaginavam, Jesus os incentiva a luta contra toda a dominação romana, não só territorial, mas também, outras formas de opressão, como o uso da palavra Deus, para discriminar, isolar e afastar as pessoas dele.

Será que somos assim? Como os “doutores da lei”, ‘”profetas” ou “Pastores”, que com nossas regras nos afastamos de Deus? Ou somos como os discípulos de Emaús, que embora sem entender, deixaram a semente que Jesus plantou em seus corações nascer mesmo sem perceber.
É claro que muitas vezes como os discípulos de Emaús precisamos de sinais vivos de Deus. Mas qual sinal maior que a Eucaristia? deixada por Cristo, para que não somente lembremos de suas palavras, mas que a coloquemos em pratica e fazer exatamente o que ele ensinou: repartir o pão, não só material, mas espiritual, para todos aqueles que assim desejarem, mas sempre fazendo essa partilha sem ar de superioridade para com os outros.

Alex Barata da Silva: Catedral de Santa Maria - DAA

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Solidariedade as crianças e povo da Nigéria

08/05/14

IGREJA EPISCOPAL ANGLICANA DO BRASIL

Dom Francisco de Assis da Silva

Bispo Primaz

Santa Maria, 07 de Maio de 2014

Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos (Mt 2,18)

Irmãos e Irmãs!

Foi com o coração partido que o povo brasileiro, assim como todo o mundo, soube do seqüestro de mais de 200 meninas jovens na Nigéria, nas mãos do grupo extremista Boko Haram . Muitos de nós , especialmente na Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, temos orado pelas meninas, por suas famílias e pelas pessoas da Nigéria , com orações, lágrimas e compaixão durante estes dias. A Nigéria, assim como muitos países, tem vivido naturalmente tempos difíceis em meio a uma sociedade multi-religiosa, mas é nos momentos de dificuldade como estes que deixamos de lado nossas diferenças e unimo-nos em solidariedade, para exigir paz, e, mais importante no momento, exigindo o resgate seguro dessas jovens. Não simplesmente um retorno às suas famílias, mas o seu regresso à vida que viviam, à sua capacidade de ir à escola e serem educadas , ter um futuro melhor para serem pessoas realizadas e felizes , membros ativos da futura sociedade nigeriana. Esta é a situação que os extremistas temem, e é exatamente por isso que devemos erguer a nossa voz e combater quando a injustiça quer fazer-se prevalecer.

A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil se junta a organizações e movimentos sociais na condenação e denúncia contra esse ato terrível, que deixou inúmeras mães e famílias tomadas pelo medo e pelas lágrimas, aguardando notícias e ações que não estão sendo tomadas. Nós, como pessoas de fé, que somos comprometidos pelo nosso batismo a respeitar a dignidade e o bem-estar de todos os seres humanos, sabemos que um ato como esse e os possíveis destinos que esperam essas meninas são uma afronta blasfema a esta mesma dignidade. Juntamo-nos as muitas pessoas ao redor do mundo que estão em solidariedade com os nigerianos durante este tempo difícil, e levantamos nossas vozes em chamar a atenção para uma ação imediata. Instamos o governo nigeriano para concentrar mais recursos e esforços sobre esta tragédia que ocorreu ao longo destas três semanas, e considerar seriamente aceitar ajuda de outros países, que estão oferecendo apoio para encontrar e libertar as meninas. Apelamos aos movimentos sociais, Igrejas e organizações brasileiras a enviar mensagens para a embaixada da Nigéria e autoridades nigerianas, expressando solidariedade , preocupação e apoio a esta chamada à ação. Pedimos aos membros da IEAB para manter essas meninas e suas famílias em constante oração, lembrando-se de que Cristo está sempre presente com aqueles que sofrem, e assim também devemos agir.

++ Francisco de Assis da Silva

Primate of Brazil and Diocesan in Santa Maria

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Tráfico Humano

05/05/14

Esse ano a Campanha da Fraternidade da Igreja Católica Romana, trata da questão do tráfico de pessoas, que segundo dados oficiais de ONGS e do governo federal é a terceira maior fonte de renda criminosa no Brasil, só superada pelo tráficos de drogas e armas. 

O tráfico humano existe desde os primórdios da civilização, desde de surgiram as primeiras cidades e a ânsia de expansão dessas cidades levarão muitos povos a escravizar e depois traficar os povos conquistados. Isso é narrado até mesmo em algumas histórias da bíblia, entre essas histórias podemos citar a do José do Egito, filho de Jacó, que foi vendido como escravo por seus irmãos e levado para o Egito.

Aqui no Brasil, o tráfico de pessoas surgiu, no quando começou o processo de colonização, a partir do século XVI, Os primeiros que foram escravizados e traficados foram os indígenas e logo em seguida os negros que trazidos da África eram expostos nos chamados mercados de escravos para serem comprados” para trabalharem, principalmente nas fazendas.

 Com o passar do tempo o Brasil, foi pressionado a acabar com tráfico de negros, essa pressão veio principalmente, da Inglaterra então potência econômica do século XIX, com esta pressão o Brasil promulgou uma lei chamada Euysebio de Queiroz, assinada em 1850 que acaba com o tráfico de negros no Brasil.

  Avançando um pouco mais na história já no seculo XX outras formas de tráfico de seres humanos surgiram no Brasil, como o tráfico de mulheres para fins de exploração sexual, embora essa prática de alguma forma já era praticada quando vigorava a escravidão negra no Brasil. Mas não tinha ainda as características de exploração sexual acentuadas, outra forma de escravidão e de trabalhadores para trabalhar nas fazendas em regime “análogo” a escravidão me especial na região norte a partir das décadas de 60 e 70 em especial, na região norte com o surgimento dos grandes projetos do governo federa, coma intenção de povoa a Amazônia.

 O Tráfico de pessoas para fins de exploração sexual é um capitulo a parte haja vista que a principio o fato de prostituir não considerado crime na maioria dos países, com exceção de alguns lugares que proíbem a prostituição d menores de 18 anos. O que pode torna essa prostituição um crime, são outros atos tais como mante pessoas em cárcere privado, sem o direito de escolher seus “clientes”, apreensão de documentos, cobrança de dívidas intermináveis, o uso de violência com as vítimas e seus parentes.

 Existem outras formas de tráfico, como e de crianças para adoção ilegal, o tráfico de órgãos e mais recentemente aqui no Brasil a “importação” de pessoas para trabalhar de maneira ilegal em fábricas de confecções, principalmente na região sudeste, onde bolivianos, peruanos e paraguaios são as vítimas principais.

 Outro grupo que aumentando esse tráfico para o Brasil são os haitianos, que em contato com as tropas do exército brasileiro a serviço da ONU, vem tendo contato com a chance de fugir da extrema miséria que sua terra natal vive, não que o exército faça esse tráfico mas pessoas inescrupulosas do próprio Haiti, fazem esse tráfico.

O combate ao tráfico de pessoas na maioria dos casos se torna difícil, pois grande parte das vítimas, não se veem com tais, ou seja pensam que não estão sendo exploradas. É preciso combater toda forma de tráfico em especial a de seres humanos.

 Alex Barata da Silva (Diocese Anglicana da Amazônia).

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A Vocação dos Leigos

17/04/14

Caros irmãos e irmãs,

A Mary Rocha encontrou esse interessante texto do bispo Egmont Machado Krischke sobre a vocação dos leigos de 1962. São trechos de sua pastoral diocesana daquele ano publicada pelo Estandarte Cristão. Já naquela época a nossa Igreja estava preocupada com a ação dos leigos e já tinha uma boa teologia sobre o tema alicerçada no sacerdócio universal de todos os crentes.

Boa leitura para tod@s.

+Saulo Barros

 A Vocação dos Leigos

“Cada homem e cada mulher que é batizado e confirmado, passa imediatamente a participar do sacerdócio incorporado da comunidade cristã”.

(Palavras de D. Egmont Machado Krischke, em sua Pastoral, no 64º Concilio Diocesano)

Conforme notícias anteriores, um dos assuntos mais interessantes levados a plenário, foi a Pastoral de S. Excia. Revma. D. Egmont Machado Krischke, Bispo Diocesano. Já pelo tema versado - “A Vocação dos Leigos”, já pela forma erudita e convincente de que se revestiu o referido documento, a pastoral do ilustre antiste está destinada a larga reper­cussão no seio da Igreja. O Mundo atual está a exigir um Cristianismo heroico e en­volvente. E é com o laicato ao lado do clero, numa frente avançada de trabalho para Deus, que a Igreja há de alcançar as grandes vitó­rias no Mundo.

Passamos, em seguida, a publicar trechos da pastoral em apreço.

O POVO (LAÓS) DE DEUS

Urge, antes de tudo, devolvermos ao termo Leigo o seu sentido original, segundo a doutrina e a prática do Novo Testamento. E aqui está certamente o nosso alicerce teoló­gico. Na linguagem bíblica, a expressão Leigo não designava, como se faz hoje, na gíria eclesiástica e profana, uma pessoa que desco­nhece determinado assunto. Não descreveria, portanto, o tipo moderno de eclesiano - o cristão que delegou as suas funções de evangelismo e cuidado pastoral exclusivamente a um ministério profissional. Exatamente o con­trário é que nos ensinam as Santas Escrituras. Ali, o Laicato é nada menos que o Laós, isto é, o Povo de Deus - a inteira companhia dos fiéis.

A existência de diferentes ordens e fun­ções ministeriais, conquanto essencial, não deveria jamais obscurecer o fato de que a Igreja como um todo - como Povo de Deus, é que continua a missão sacerdotal de Cristo sobre a Terra. E, nesta acepção, cada ho­mem e cada mulher que é batizado e confir­mado, passa imediatamente a participar do sacerdócio incorporado da comunidade cristã. A Bíblia nos descreve o Povo de Deus como “Reino de Sacerdotes” (Êxodo 19:6; Apocalipse. 1:6; 5:10), e “Sacerdotes de Deus e de Cris­to” (Apocalipse 20:6). Na primeira epistola de São Pedro (2:9) aparecem as famosas expressões:

“Vós sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, Povo (Laós) de propriedade exclusiva de Deus”. E o inspirado autor bíblico logo acrescenta que esse sacerdócio foi estabelecido com vistas à conquista do mundo: “A fim de proclamardes as virtudes daquele que vos cha­mou das trevas para a maravilhosa luz”.

O livro de Atos dos Apóstolos nos dá alguns relances da maneira em que os mem­bros da Igreja nascente exerciam o seu Sacer­dócio incorporado. Havia ordem e decência nos seus atos coletivos. Observava-se mesmo o princípio de hierarquia dentro daquele sa­cerdócio universal. Aos domingos reuniam-se para oferecer a Deus o seu culto ou Liturgia, que era sempre o Sacrifício Eucarístico - o “partir do pão”. A este respeito comenta o Teólogo Anglicano, Alan Richardson, que “esta oferenda litúrgica ou sacramental cons­titui a expressão, sob a forma de culto, do contínuo serviço sacrificial da vida cristã que ‘os Sacerdotes de Deus’ (O Povo de Deus) oferecem todos os dias e cada momento do dia”.

 MISSÃO NO MUNDO

Costumamos dizer que a missão do cris­tianismo no mundo é Evangelizar, o que está certo. O problema é que nos habituamos a associar esse termo com a proclamação do Evangelho, de viva voz. Este é, porém, ape­nas um dos métodos de Evangelização e nem sempre o mais eficiente. Pois Evangelizar é, na essência, promover a reconciliação do Ho­mem com Deus, em Cristo. Este é o sentido profundo do ministério sacerdotal da Igreja, do qual deriva o ministério dos leigos, assim como as Sagradas Ordens. Reconhecemos que os leigos, e não o clero, é que têm o grande ensejo de penetrar fundo na vida pro­fana de nossos dias e levar o Evangelho da Redenção a muitas almas que jamais seriam atingidas pelos processos comuns de Evange­lização.

Vivemos na era dos grupos profissionais que, não raro, se hostilizam mutuamente, ou se reúnem num clima de tensão e conflito. Os problemas sociais e econômicos se tornam cada vez mais agudos, sob a pressão de classes e partidos. Há famílias que sofrem golpes mo­rais profundos, ou enfrentam a penúria ou o desemprego. Outras estão sob ameaça do desmoronamento, A Igreja, em tais circuns­tâncias como instituição, pode parecer dis­tante. Pode ser desconhecida. Pode mesmo não ser desejada. De quem partirá, então, a palavra de paz, ou de conforto, ou de orienta­ção construtiva - a palavra que será dita na hora exata e no local exato, com o suave poder de mudar o rumo dos acontecimentos? Só um operário poderia pregar este sermão no seu sindicato, o sermão do seu testemunho vivo. O mesmo diríamos de todos os demais setores de atividades seculares na sociedade contemporânea.

ESTANDARTE CRISTÃO - AGOSTO DE 1962

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