Depois de três semanas reafirmo minha convicção que a melhor coisa proporcionada pela Conferência de Lambeth é o encontro (reencontro) entre os bispos e suas esposas. É um grande privilégio ter a oportunidade de encontrar pessoas de etnias e culturas diversas, vindas de todos os recantos da terra. Principalmente, perceber que somos irmãos e irmãs, parte de uma mesma família.
Também precisamos destacar os estudos bíblicos. Grupos pequenos, apenas oito pessoas, maior proximidade e intimidade. Compartilhamos nossas vidas, rimos muito e nos debruçamos sobre os textos do evangelho de João onde aparece a afirmação: “Eu sou”.
Não podemos deixar de mencionar a importância de cada “Indaba”, grupos de discussão que utilizaram uma metodologia muito familiar ao nosso contexto brasileiro. Os temas abordados nos grupos no final geravam uma memória que será utilizada na composição do documento da Conferência… A equipe responsável por produzir a síntese terá um grande desafio pela frente!
Alguns dias tiveram os chamados “hearings”, nos quais eram colocadas as grandes reflexões sobre os temas pontuais da Comunhão Anglicana e discutida a matéria do chamado Pacto.
As celebrações tiveram seu lugar, principalmente por expressarem essa rica diversidade do cristianismo ao redor do globo. Muito emocionante a celebração de abertura, na Catedral de Cantuária. O Evangelho lido no centro da Rosa dos Ventos, símbolo da Comunhão Anglicana, me lembrei das palavras de Jesus: “E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações…” (Mt 24:14).
Destaco ainda a possibilidade de entender com mais clareza o significado da Igreja para os anglicanos, aquilo que denominamos de eclesiologia. Nesse sentido vivemos uma crise que não é nova, entre a realidade e aquilo que idealizamos… Humano, bem humano. Essa é uma das nossas grandes virtudes.
Minha preocupação se centraliza na questão do denominado Pacto. Parece que o Arcebispo de Cantuária, o Escritório da Comunhão e fortes seguimentos da Igreja têm colocado uma grande esperança na afirmação do pacto como uma solução para os problemas do anglicanismo. Entendo de forma contrária, nossas diferenças não se resolverão com a assinatura num pedaço de papel, será apenas o testemunho da nossa incapacidade de convivermos, nem mesmo com a criação de instância exógenas a nossa tradição. As vozes dissonantes, como a Igreja Anglicana do Brasil, têm muita dificuldade de se fazer ouvir. Ou melhor, como transpira na última fala do Arcebispo, o pacto parece inevitável. Outra coisa, a construção desse pacto, que não se encerra nesta Conferência, será um longo e, provavelmente doloroso processo, que apresenta contornos imprevisíveis… Quem viver verá.
Paralelo a Conferência de Lambeth todos estivemos envolvidos em outras atividades, buscando parcerias e reafirmando compromissos. De fato, assim é que funciona o mundo anglicano, vivemos estabelecendo links, reforçando nossos laços de Comunhão…
A seguir destaco alguns desses eventos extra Conferência nos quais participei.
- Visita ao estande da USPG (Sociedade Unida para Proclamação do Evangelho) no dia dedicado a América do Sul.
- Encontro com Ann Orton, Rev. Tom Heffer, Rev. Bill Christianson, Dom Sebastião Armando e Ruth Barros, para tratar da possibilidade de estabelecer uma capelania da The Mission to Seafarers nos Portos de Recife (PE) e Belém (PA).
- Recepção da USPG para os parceiros internacionais.
- Recepção promovida pelo Bispo da Califórnia Marc Andrus.
Esperamos que a Conferência nos torne mais unidos como cooperadores da missão de Deus
Nos dias seguintes nossas atividades normais passaram a ser constituídas de uma oração matutina, uma Celebração Eucarística, um estudo bíblico, sobre o evangelho de João, e uma reunião em pequenos grupos, denominados de Indaba, palavra zulu. A metodologia do Indaba é muito conhecida de nós brasileiros, uma discussão em grupo de determinado tema que no final gera uma “memória” do encontro. Essas memórias reunidas irão constituir o resultado conclusivo da Conferência.
No começo da tarde temos eventos diversos (reuniões provinciais, grupos de escuta sobre o Convênio) e, depois, acontecem estudos e oficinas ao redor de todo o campus. Ontem, contribui com o tema “Estabelecendo e desenvolvendo uma diocese missionária”. Trabalharam também nessa sessão os bispos Mouneer Hanna Anis, Primaz de Jerusalém e Oriente Médio, Paul Kwong, Primaz de Hong Kong Sheng Kung Hui, o bispo de Horn da África, Andrew Proud, e o bispo do Peru, nosso velho conhecido, William Godffrey.
Existe uma oração no final da tarde, uma sessão plenária à noite sobre variados temas e, ainda, uma oração de encerramento.
As esposas(os) dos(as) bispos(as) possuem uma programação paralela, estando todos juntos nos momentos celebrativos.
Na quinta-feira participamos de eventos especiais: uma caminhada nas ruas de Londres em favor das Metas do Milênio, uma recepção no Palácio de Cantuária e também um Chá nos jardins do Palácio de Buckingham, com a presença da Rainha.
Foi com expectativa que entrei na grande tenda azul armada no centro do campus da Universidade de Kent, Cantuária, para participar da sessão plenária de abertura da Conferência de Lambeth. Sensação criada não apenas pelos acontecimentos recentes em Jerusalém e Londres, mas principalmente por ser minha primeira Lambeth, por poder adentrar naquele local “sagrado”.
Minha emoção foi o sinal evidente de que minhas expectativas foram correspondidas, ao olhar as arquibancadas repletas do “Big Top” (nome da nossa enorme tenda). Mais de 600 bispos(as) e suas esposas(os), além das equipes de trabalho, expressando nas suas faces os “quatro cantos da terra”, em 164 países que estamos presentes. As palmas quando Rowan Williams se levantou foi uma clara manifestação de que permanecemos unidos em torno do Arcebispo de Cantuária.
Nos três dias seguintes, nós bispos tivemos um retiro com o Arcebispo, sendo dois deles na histórica Catedral de Cantuária. Durante esse tempo tivemos todas as manhãs uma mensagem de Roman Williams, momentos de reflexão e oração. Aproveitamos um intervalo para fazer nossa primeira reunião com os bispos brasileiros, onde compartilhamos nossas dificuldades e esperanças.
No Domingo tivemos a celebração Eucarística de abertura da Conferência. Com a Catedral de Cantuária lotada vivemos novamente essa realidade da Comunhão presente em todas as partes do mundo. As leituras, cânticos e orações foram feitas em vários idiomas. Fantástico quando irmãos e irmãs da Melanésia carregaram em procissão o Evangelho para ser lido no centro da Rosa dos Ventos – símbolo da Comunhão.
Dom Fernando, bispo da Igreja Lusitana, leu as orações em português, com o sotaque distintivo dos nossos irmãos além mar: “Por todos os cristãos batizados; por nossas Igrejas irmãs e seus líderes; por nossa unidade em Cristo”.
Acredito que precisamos pensar seriamente sobre os acontecimentos recentes na Comunhão Anglicana, para não exagerarmos o poder dessas manifestações. É preciso recorrer a história, a sociologia e outras ciências auxiliares da teologia para fazer as devidas considerações sobre o que realmente está acontecendo, não nos deixarmos conduzir inocentemente pela mídia ou grupos sectários. Como disse o Arcebispo, repetindo uma frase do profeta Eliseu: “Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles” (2 Rs 6:16).
Este é o artigo que completa a nossa série Pré-Lambeth. Como parte da nossa visita a Diocese de Chelmsford estivemos na cidade de Newport, acolhidos carinhosamente pela Revda. Barbara e seu marido David. Logo na nossa chegada, sábado 12, tivemos uma recepção com lideranças da paróquia local e da comunidade de Widdington, uma pequena vila próxima. Ficou claro para nós, desde o primeiro momento, que se tratava de um povo hospitaleiro e alegre.
Na manhã seguinte participamos da Oração da Manhã na Igreja de Santa Maria, a Virgem, em Widdington. Vale à pena ressaltar que o “sermão” foi feito utilizando-se o material do método “Bom Pastor”. Interessante perceber que utilizamos em nossos trabalhos coisas que toda a Comunhão está trabalhando, com relativo sucesso, mas aqui nós não damos o devido valor.
Novamente fui entrevistado, desta vez por um tempo mais logo, sobre nossa Igreja na Amazônia.
Em seguida participamos de um almoço ao ar livre na casa de membro da Igreja, onde Thomas descobriu seu talento para jogar peteca. Muito interesse de todos de saber a respeito do Brasil e da Diocese da Amazônia. Ruth nem teve tempo para almoçar.
Seis e trinta da noite estávamos na celebração na Paróquia de Santa Maria, a Virgem, em Newport. A Revda. Barabara fizera uma boa divulgação da nossa visita e o templo estava cheio, inclusive com velhos amigos de outras comunidades que têm apoiado o trabalho de Ruth no Brasil.
No meu sermão disse que conhecemos muito bem todos os problemas ecológicos e sociais que vivemos atualmente. Que para resolver isso precisamos compreender que como seres humanos somos todos irmãos e irmãs que habitam uma mesma casa, nossa terra. E São Paulo no texto de Colossenses 3:12-17 diz que o vínculo que nos une é o do amor. Contei, então, a lenda do Tambatajá. E afirmei, é desse amor que Paulo fala… O amor que nos leva a morrer pela pessoa amada!
Depois, novamente Ruth e eu fomos entrevistados, e ela pode falar do trabalho na sua perspectiva de missionária de uma sociedade inglesa. Ruth também ressaltou a coincidência dos nomes, ambas as comunidades e a nossa Catedral dedicadas a mãe de Jesus.
Fica aqui nossos agradecimentos a todas as pessoas de Newport e Widdington, com as quais pretendemos continuar a manter contato.
Para começar participamos de uma agradável recepção na residência de John Gladwin, bispo de Chelmsford. Apesar da tradicional chuva inglesa que caia lá fora, o clima da nossa acolhida foi excelente. Estavam conosco bispos do Quênia, Trinidad Tobago, Índia, Papua Nova Guiné, África do Sul, Canadá e Estados Unidos.
Enquanto conversávamos, Thomas, numa crise de brasilidade jogava bola num gramado ensopado, aproveitando os curtos momentos de estiagem. Estou chegando à conclusão que nosso melhor embaixador tem sido o Thomas! Ele não imagina o quanto tem ajudado! Depois de submetê-lo ao suplício de uma maratona de reuniões chatas… Ele lá firme, agüentando bravamente. Cheguei para ele e disse: “Meu filho, muito obrigado por ter ajudado”. Sua resposta foi muito simples: “Por quê? Eu não fiz nada”…
Detalhe importante, na visita que fizemos ao estádio de futebol do West Ham United, onde junto com o clube a Igreja desenvolve um trabalho social com pessoas carentes, o Thomas teve o privilégio de jogar no gramado e, mais importante, ganhou uma bola autografada pelos jogadores do time!
No sábado tivemos uma celebração pela manhã na Catedral de Chelmsford, tendo como tema “O Cristo que compartilhamos – o mundo que compartilhamos”. Onde, durante o tempo destinado ao sermão, fui novamente entrevistado sobre a nossa diocese e a Conferência de Lambeth. Em seguida fomos com a Revda. Barbara Sherlock e seu marido, David, para a cidade de Newport, onde passamos o final de semana – mas, esse será outro capítulo.
Na segunda visitamos o Writtle College, o estádio do West Ham, e o local onde estão construindo o complexo para as olimpíadas de 2012. Na terça-feira, Ruth e Thomas não me acompanharam nesse momento da visita, estivemos na Capela de São Pedro, em Bradwell, a mais antiga capela da Inglaterra. A capela foi construída em 654 por São Cedd, por solicitação do rei Sigbert que queria trazer as novas do evangelho para os saxões. Hoje, a capela continua muito ativa e é um lugar de peregrinações. Ao tocar nas paredes erguidas com pedras dos muros romanos, o bispo da área episcopal, Laurie Green, portando um báculo feito por um pastor de ovelhas, disse: “Todas as vezes que venho aqui e ponho minhas mãos nessas paredes fico emocionado. Pois sei que estou tocando nas mesmas pedras que São Cedd e seus irmãos carregaram para construir essa capela. Apesar de tanto tempo, continuamos ligados pelo evangelho de Cristo”. Emoção, sem dúvida, compartilhada por todos.
Depois tivemos uma recepção cívica na paróquia de São Botolph, onde no passado funcionou o primeiro monastério agostiniano da Inglaterra, e retornamos para a Catedral de Chelmsford, onde tivemos uma celebração final, antes de nos dirigirmos para Cantuária.
Durante o período denominado de Pré-Lambeth fomos carinhosamente acolhidos na Diocese de Chelmsford – Inglaterra. Com o objetivo de experimentarmos a hospitalidade inglesa juntamente com outros bispos antes do início da Conferência.
Foi uma extensa programação que teve seu início na quinta-feira no dia 10 e só encerrou na noite da terça-feira, dia 15 de julho, com a partida do ônibus para a Universidade de Kent, em Cantuária.
Antes de falarmos das atividades, creio que seria interessante oferecer um pequeno esboço da nossa hospedeira.
A Diocese de Chelmsford abrange uma grande área geográfica, incluindo parte da cidade de Londres e o condado de Essex. Com 166 igrejas, algumas localizadas nas áreas mais pobres do país, 28 escolas e 21.250 membros (segundo dados de 2002). Para dirigir a diocese o bispo John Gladwin conta com o apoio de três bispos auxiliares: David Hawkins, Laurie Green e Christopher Morgan. São 202 clérigos e 99 ministros leigos que atuam em diferentes áreas.
Uma realidade bastante diferente da nossa, com algumas similaridades nas questões sociais - nós seres humanos acabamos por globalizar os problemas!
“Obrigado, Deus, pelos rios e fontes que fluem com a água da vida”
Saindo da Conferência da USPG fomos direto para a cidade de Hexham, no Norte da Inglaterra, na Diocese de New Castle. Lá fomos recebidos carinhosamente pela Patty e permanecemos na sua casa durante o período da visita.
Hexham encontra-se localizada numa região muito bonita, com uma história muito antiga. A cidade teve início com um monastério em 674. Também lá se encontram as ruínas da famosa muralha de Adriano, construída com o objetivo de proteger as terras conquistadas pelos romanos das tribos da Escócia (século II).
A atual paróquia da cidade de Hexham foi originalmente uma abadia beneditina e depois um mosteiro agostiniano. A abadia é dirigida atualmente pelo Revdo. Cônego Graham Usher. Participamos de duas celebrações no Domingo. Na primeira, uma Celebração Eucarística, às 08:30, respondi questões sobre nossa Diocese e sobre as minhas expectativas com relação a Conferência de Lambeth. Depois, Ruth e eu ajudamos a ministrar os elementos da Eucaristia. A segunda, às 10:30, Celebração da Palavra, mais voltada para participação de toda a família, com Sacramento do Batismo. Nessa celebração o Revdo. Graham e a comunidade prepararam um “Rio Amazonas”. Era uma piscina comprida improvisada com plástico que as crianças decoraram com plantas, pedras e pequenos animais de brinquedo.
Colocamos lá um pequeno barco de Miriti que havia levado comigo. Novamente fui entrevistado pelo reitor da comunidade que me pediu para dar uma mensagem especial para as famílias que estavam batizando suas crianças: Megan e Annalise. Disse que através do batismo passamos a pertencer a uma única família, que na verdade todos nós, seres humanos somos parte de uma mesma família e devemos preservar a nossa casa comum, nosso planeta. Acrescentei que aquilo que acontece em Hexham afeta a todas as pessoas no planeta, assim como o que acontece na Amazônia. Não podemos ficar indiferentes ao que está acontecendo no mundo. E o gesto de amor do batismo nos une através de Jesus Cristo. Somos um único corpo…
No final Ruth presenteou o Revdo. Graham com uma estola com bordados em estilo Marajoara. Essa comunidade também aproveitou nossa visita para fazer uma significativa doação para a USPG, especificamente para ser investido em trabalhos desenvolvidos pela entidade no Brasil.
Através do site da nossa Diocese e da comunidade do Orkut “Anglicanos na Amazônia” pretendo compartilhar algumas informações sobre as nossas atividades na Inglaterra neste período da Conferência de Lambeth. O título que adotarei para esses escritos não surgiu da minha imaginação, mas trata-se de um livro do autor norte-americano Bill Bryson, no qual narra com bastante humor suas impressões sobre algumas peculiaridades da Grã-Bretanha.
Nossas atividades aqui na ilha começaram muito cedo, talvez antes do que gostaríamos. Thomas e eu chegamos ao primeiro dia de julho, e na manhã seguinte já partimos de trem com a Ruth em direção a Swanwick, cerca de quatro horas de viagem, para participar da Conferência anual da USPG (Sociedade Unida para Proclamação do Evangelho). A USPG é a mais antiga sociedade missionária da Igreja da Inglaterra e tem nos apoiado através do trabalho da missionária Ruth e também no suporte financeiro a alguns projetos diocesanos.
A Conferência, que aconteceu nos dias 02 a 04 de junho, tinha como lema: “Equipando a Igreja para a Missão de Deus”. Dela participaram brasileiros e pessoas diretamente envolvidas com a Igreja no nosso país. Além de nós três, estavam lá nosso Bispo Primaz e a Sandra Andrade, Revdo. Joabe Cavalcanti, que trabalha na Catedral de Southwark, em Londres, Stephen Taylor (missionário da USPG que trabalha em Salvador – BA), Ann Orton (USPG - Escritório Regional para a América Latina e Caribe) e, no último dia, esteve conosco a Revda. Anésia de Jesus, paulista, que reside também na Inglaterra.
Na sessão de abertura, antes da palestra do Arcebispo de Mianmar, Stephen Than Myint Oo, houve uma breve entrevista com algumas pessoas presentes. Dom Maurício foi uma das pessoas que tiveram a oportunidade de falar sobre o trabalho na sua Província e disse que uma das notícias boas do Brasil foi a criação da Diocese da Amazônia. Também fui entrevistado e pude falar sobre as dificuldades que enfrentamos na Amazônia e a esperança acalentada que nossa Igreja seja um sinal do Reino de Deus.
No segundo dia da Conferência, pela manhã, juntamente com Sandra Andrade, participei da oficina: “Saúde, Educação e Desenvolvimento”. Ruth esteve presente na oficina: “Justiça e Reconciliação”. Na parte da tarde, nós dois estivemos no mesmo grupo sobre “Missão Holística”, onde também compartilhamos um pouco de nossa experiência na Amazônia.
Durante a noite o nosso pequeno grupo se reuniu em torno de um violão e com alguns simpatizantes promoveu uma “noite brasileira”. Joabe foi o nosso tocador e Thomas o mais entusiasmado dos cantores!
No dia seguinte fomos confrontados com algumas questões que devem aparecer durante a Conferência de Lambeth através de uma palestra do Arcebispo de Armagh, Irlanda do Norte, Alan Harper. Foi um momento em que muitos aproveitaram para comentar os recentes acontecimentos em Jerusalém e Londres. Foi apresentada também uma carta da Conferência para ser enviada ao Arcebispo de Cantuária, Rowan Williams, presidente formal da USPG. A Conferência encerrou com uma oração Eucarística celebrada pela Revda. Catherine Dyer, nossa conhecida de outros tempos, e com sermão do bispo Jo Seoka, de Pretória.
Três contatos merecem ser mencionados aqui. Tivemos a oportunidade de conversar longamente com David Copley, do departamento de missão da Igreja dos Estados Unidos, e solicitamos encarecidamente o envio de pessoas para trabalhar na nossa região. David se mostrou muito interessado e iniciamos um diálogo na busca de missionários para nossa Diocese. Encontramos uma identidade nas questões sociais e ambientais com o Bispo Geoff Davies, do SAFCEI, um instituto da África do Sul envolvido com questões ecológicas. E, também, tivemos a oportunidade de iniciar um diálogo com a Revda. Val Ogden, diretora do Centro de Estudos Missionários Selly Oak, que funciona em Birmingham, Inglaterra, na busca de apoio para nosso Curso Ecumênico de Missão.