Encontro Diocesano sobre Conferência de Lambeth

16/08/08

A Diocese Anglicana da Amazônia promoveu no sábado 16 de agosto, das 08:00 às 12:00, um encontro sobre a Conferência de Lambeth 2008, na Catedral de Santa Maria – Belém, PA.
Na primeira parte do encontro, sobre o período anterior a Conferência, Ruth Barros, companheira em missão da USPG, falou das visitas as comunidades na Inglaterra, incluindo a experiência na Diocese de Chelmsford, já como atividade da programada da Conferência. Ruth reforçou a esperança de estreitarmos nossos laços de relacionamento com a diocese inglesa, especialmente com a Paróquia de Santa Maria, em Newport.
Em seguida os participantes assistiram a uma versão do filme Diário de Lambeth, com legendas em português, que retrata o dia a dia da Conferência. O trabalho de tradução e colocação das legendas foi feito na própria Diocese. O vídeo teve forte repercussão no grupo, como disse o Revdo. Fernando Ponçadilha: “Podemos ver que a Comunhão Anglicana é algo dinâmico, vivo”.
Após o filme, os participantes se dividiram em três grupos para leitura e comentários sobre textos escritos por bispos brasileiros e pela Bispa Presidente da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, Katharine Jefferts Schori.
Foi com bastante entusiasmo que os participantes se reuniram novamente em plenária e muitas questões relevantes foram colocadas. A necessidade de diálogo e compreensão mútua foi um aspecto ressaltado. A diversidade humana, especialmente nas sociedades atuais, esteve entre os destaques apresentados. Também algumas pessoas falaram de forma positiva sobre o pacto anglicano, dependendo, obviamente, do seu conteúdo.
Devido ao interesse de todos, ficou acertado que outra reunião será marcada para continuarmos a discussão sobre o tema. Foi solicitado que pudéssemos traduzir trechos do documento final da Conferência, uma memória das reuniões dos grupos denominados de “Indabas” e também que fossem apresentados materiais sobre as propostas de pacto.

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ORGULHO DE SER ANGLICANO

02/08/08

2685806461_b55c8fdb59_b1.jpg Falta apenas mais um dia para a Conferência de Lambeth 2008 chegar ao seu término. O cenário a nossa volta está mudando rapidamente, malas nos corredores, barracas sendo desmontadas, pessoas se despedindo…
Vou embora carregando a grande alegria de ser anglicano! Sem dúvida, pude compreender mais concretamente o sentido da nossa Comunhão. Ao compartilhar minha vida com pessoas da Irlanda, do Sudão, dos Estados Unidos, do Canadá, de Fiji, do Paquistão, da Inglaterra, da Índia, da Austrália, percebi melhor o significado da expressão cantada por Tom Zé e Ana Carolina: “Unimultiplicidade”. Somos individualmente e em conjunto a casa da humanidade, o Corpo de Cristo, o Templo do Espírito Santo.
Viver a diversidade não é relativizar o Evangelho, mas aceitar que nossa compreensão dele é limitada, que não somos proprietários da verdade, como reconhecia humildemente São Paulo: “Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente…” (1 Coríntios 13:12). O Evangelho é maior, muito maior do que nós.
E ser anglicano é assumir laços de afeição com meus irmãos e irmãs que compartilham uma mesma tradição dentro do cristianismo. É estarmos unidos em Cristo pelo amor! É bebermos juntos da Palavra e da Eucaristia. Como disse no meu grupo de reflexão, é como nas nossas comunidades. As pessoas não estão lá porque assinaram um contrato ou porque afirmam a mesma fé declarada num catecismo, mas pelo desejo de estarem em comunhão umas com as outras e com Deus.
Uma estória que apareceu num documento distribuído nos corredores da Conferência ilustra bem essa realidade do anglicanismo. Conta-se que um homem estava visitando uma grande fazenda de ovelhas no sul da Austrália. Depois de dirigir por uma vasta extensão da fazenda, ele perguntou ao proprietário: “Vejo que você tem muitos rebanhos, mas não existem cercas. Como você consegue manter as ovelhas na sua fazenda?”. E o fazendeiro respondeu simplesmente: “Nós temos poços”.
Estamos juntos porque bebemos do mesmo poço! Esse é o segredo que faz a Comunhão existir.
Com orgulho de ser anglicano.
Seu em Cristo,
+Saulo Barros

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