Reunião Colegiado do SAET

09/11/09

O Colegiado do Seminário Anglicano de Estudos Teológicos – SAET, se reuniu no Recife durante dois dias: 28 e 29 de outubro. Participaram do encontro os membros do colegiado, composto pelo Bispo Primaz, Dom Maurício (DAB), Dom Sebastião Armando (DAR), Dom Filadelfo Oliveira (DARJ) e Dom Saulo Barros (DAA). Ainda a Revda. Inamar, Revdo. Elias Vergara, Revdo. Sérgio e Ariel Irrazábal. Mais a Diretoria do SAET, Revdo. Peixoto, Revdo. Edson e Prof. Maruilson Souza.

A reunião nas dependências do SAET foi um momento especial de reencontro, oração e partilha. Também de muita reflexão a respeito do Seminário Províncial e da sua condição de formação teológica do clero e laicato da IEAB. Foram elaboradas as ações futuras e as possíveis melhorias do serviço que o SAET disponibiliza para a Província.

 

JORNADA TEOLÓGICA – Nestes mesmos dias, à noite, O SAET promoveu mais uma Jornada Teológica que, este ano, contou com palestras do Profº Maruilson Souza, sobre “Psicologia do Desenvolvimento da Fé”. O tema, abordado nos dois dias da jornada, levou um bom número de pessoas ao SAET.

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REUNIÃO DA ÁREA PROVINCIAL 03 DA IEAB DEFINE ATIVIDADES CONJUNTA PARA O ANO DE 2010.

06/11/09

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Texto: Revdo. Félix Brito
Foto: Torquato Silva

Os bispos da Área Provincial 3 da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, formada pelas Dioceses de Brasília, Amazônia, Recife e o Distrito Missionário do Oeste, se reuniram no dia 30 de outubro, no Seminário Anglicano de Estudos Teológicos (SAET), no Recife, para deliberar sobre ações que serão desenvolvidas nas respectivas dioceses da região.
Participaram do encontro Dom Maurício Andrade, bispo da Diocese de Brasília e Primaz do Brasil; Dom Sebastião Armando, bispo da Diocese Anglicana do Recife; Dom Saulo Barros, bispo da Diocese Anglicana da Amazônia, além dos reverendos Félix Batista Filho, do Recife, e Sérgio Augusto, de Ulianópolis,Pará. A reunião contou também com Maruilson Souza, professor do SAET, Ariel Arrazábal, capelão da missão para marinheiros no Porto de Suape, Aldo Melo, da catedral da Santíssima Trindade e Geraldo Magela, de São Luís, Maranhão.
Criadas em caráter provisório no Sínodo de 2006, as Regiões Provinciais da IEAB têm como objetivos incentivar a fraternidade e o intercâmbio; promover fóruns de discussão de questões relacionadas à fé, liturgia e ministério; promover partilha teológica e ministerial entre clérigos e leigos; propor discussões de assuntos relacionados ao Sínodo Geral; e servir de instrumento de divulgação e troca de experiências culturais.
Após a oração inicial, o bispo Saulo Barros, coordenador da região 3, apresentou um relatório com informações das reuniões realizadas nos dois últimos anos. Depois foram colhidas sugestões de ações conjuntas que serão desenvolvidas, no próximo ano, nas dioceses que compõem a área 3 da IEAB, sempre levando em conta as distâncias e dificuldades, inclusive financeiras, para a realização de um trabalho comum nesta vasta região do país.
Entre as decisões tomadas na reunião, destaca-se a realização, sempre na última semana de setembro de cada ano, da “Semana de Oração e Intercâmbio regional”. A primeira já está marcada para os dias 19 a 26 de setembro de 2010. As semanas serão um momento privilegiado de conhecimento mútuo, oração e de valorização da vida e missão das dioceses da região 3.
Também será criado um Blog específico para divulgação de informações da Região Provincial 3, que será elaborado pelo bispo Saulo Barros. Além disso, será escrita uma carta ao clero, ministério pastoral e comunidades das três dioceses e do Distrito Missionário do Oeste, que deverá ser lida em todas as igrejas no segundo domingo de Dezembro de 2009. O documento deverá enfatizar a importância de intercâmbio missionário entre as dioceses da Região 3 da IEAB.
Por último, o bispo Dom Sebastião Armando, da Diocese Anglicana do Recife, foi escolhido como novo coordenador da área Provincial 3.

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Carta para alguém que já se foi…

04/11/09

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Paz e Bem!

Lendo o seu último escrito no final do seu período como Capelão em Belém, datado de outubro de 1930, antes de seu retorno à capital do Pará após sua aposentadoria, encontrei essas palavras: “Eu posso somente expressar minha esperança que o livro de relatórios será mantido seguro na igreja para referências futuras”.
Infelizmente tenho que lhe comunicar que grande parte dos seus relatórios se perderem, mas alguns foram realmente preservados com carinho. Agora são instrumentos importantes com os quais resgatamos a memória de um período fundamental da nossa história.
Todavia, gostaria de dizer que mais do que páginas datilografadas com dados estatísticos, financeiros e pastorais, você deixou uma comunidade de fé. Talvez nem tenha acreditado que ela se manteria firme durante tanto tempo! Sei que a situação estava muito difícil aqui. Edward Francis Every, bispo das capelanias inglesas na América do Sul, disse que a depressão econômica no Norte do Brasil era pior do que em outras partes do mundo, muitos imigrantes haviam deixado a região e aqueles que permaneceram se viram empobrecidos. Ele também escreveu que a “Igreja no Pará estava à beira de um desastre” e só não fechou devido ao seu trabalho… Pois, bem, meu irmão, aqui estamos nós, celebrando 97 anos. E isso, graças a você!
É bem verdade que você não reconheceria Belém, a cidade mudou muito desde então, já não encontramos tantos lepidópteros quanto antes… Foram, em parte, dizimados pela poluição. Algumas pessoas ainda lembram que você, como um estudioso de insetos (entomologista), saia com sua rede a capturar borboletas para catalogá-las e enviar suas pesquisas para o Museu de História Natural de Londres. E as orquídeas? Lembra que você escreveu um livro sobre as orquídeas em Belém? Algumas resistem em parques, museus e no nosso jardim…
Também não somos mais uma capelania para imigrantes, mas uma comunidade formada na sua grande maioria por brasileiros. Lembra que você estava preocupado com os descendentes dos barbadianos que estavam deixando de ler e escrever em inglês? Muitos deles ainda permanecem conosco, segunda, terceira, quarta geração, mas agora estão totalmente aculturados… Os antecedentes caribenhos é uma memória guardada com carinho, mas muito distante, desbotada pelos muitos anos.
As coisas mudaram muito! Nós, agora, formamos uma diocese, envolvendo cinco estados da região Amazônica. Imagine quanto chão temos que andar… Mas tenho certeza que você sabe bem o que é isso, pois não media esforços para atender seu povo na estrada de ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, no Recife e em Salvador. E sabemos que as condições de viagem naquele tempo eram bem mais difíceis do que atualmente… Na nossa Diocese somos nove comunidades, sei que não é muito para tanto tempo de história, mas vamos fazendo o possível com nossas limitações, confiando na ação do Espírito Santo. E a paróquia que você construiu é a Catedral, a Igreja Mãe, aquela que tem a missão de ser o centro irradiador do Evangelho.
Tenho também notícias não muito boas, lembra do órgão de tubos que você acompanhou todo o processo de construção?  Até mesmo quando foi desmontado em pedaços para ser embarcado para o Brasil? Foi destruído pelos cupins e seus tubos foram vendidos para a então Catedral Anglicana da SS. Trindade no Recife. Não havia como recuperá-lo… Na verdade penso que você sabe de muita coisa, até mesmo porque acho que você recebe notícias através daqueles que já partiram para as “mansões celestiais”. Também queria lhe dizer que o Daniel não é mais nosso jardineiro e não temos mais um pomar… Por outro lado, temos um ótimo jardineiro, talvez tão bom quanto Daniel, e nosso jardim continua muito bonito. Você precisa ver… Mas, apenas duas ou três árvores frutíferas.
Para encerrar meu irmão, em nome dos anglicanos da Amazônia, em nome da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em nome dos nossos parceiros ecumênicos, gostaria de agradecer muito pela sua devoção, pelo seu amor a Igreja. Por causa disso é que estamos lhe escrevendo… Um dia, como diz nosso Livro de Oração em português, não tinha mais sentido continuar usando o Book of Common Prayer de 1662, nós nos encontraremos nos “umbrais da eternidade”. Então, pessoalmente vou lhe dar um grande abraço.

Seu, em Cristo,

+Saulo Barros
Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia.

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97 anos Catedral: Chá das Flores

04/11/09

No dia 03 de outubro, ás 17:00 horas, aconteceu o nosso tradicional Chá das Flores, encerrando as atividades do mês de aniversário da Catedral de Santa Maria. O Chá das Flores é uma atividade da UMEAB da Catedral e já está na sua sétima edição.
Segundo Miriam Barros, membro da Catedral: “O evento foi um grande sucesso, talvez tenha sido o mais concorrido, alegre e barulhento dos últimos anos. Todos que estiveram envolvidos na preparação pensaram em tudo evitando as falhas passadas”.
Sem dúvida os eventos desse ano começam a preparar toda a Diocese Anglicana da Amazônia para celebração do centenário da Catedral e estabelecimento do anglicanismo na região Amazônica em 2012.

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97 anos Catedral: Celebração com MPB

04/11/09

Quem disse que não se pode ter uma celebração com MPB, no dia 25/09/2009 a Catedral Anglicana da Diocese da Amazônia em comemoração ao seu aniversário realizou um excelente culto com MPB.
Músicas como “Epitáfio”, “É preciso saber viver”, “Todos estão surdos”, foram algumas das músicas tocadas. Em algumas igrejas sempre se teve verdadeira ojeriza a MPB, sendo que algumas chegam ao cúmulo de  punir seus membros por ouvirem tais músicas.
Mas não devemos esquecer que o Dom de cantar vem de Deus, nós é que algumas vezes não sabemos utilizar esse dom.
Também existe outra questão, muitas músicas “Gospel ou Cristã” tem mensagem fraquíssimas e não transmitem nada, enquanto musicas ditas “mundanas” às vezes tocam mais fundo com suas mensagens.
Ao utilizar músicas da MPB em nossa celebração não queremos provar nada a ninguém apenas queremos mostrar que todas as formas de arte (música, teatro, etc.) podem ser utilizadas para louvar a Deus sem cair no fanatismo ou preconceito.
Alex Barata (Ministro leigo da Catedral).

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