ACER forma nova turma

02/09/10

formatura.jpgNo último sábado, dia 28 de agosto, a Catedral Anglicana de Santa Maria acolheu a celebração de formatura do curso de teologia da Associação Amazônica de Ciências Humanas e da Religião (ACER).
A ACER promove o curso com marcante ênfase ecumênica, o que amplia o potencial de seus formandos na realidade religiosa que irão encontrar no desenvolvimento de seus trabalhos e projetos.
O nome da turma foi Prof. Ananias Oliviera, justa homenagem ao professor que sempre se dedicou no ensino da teologia e foi importante incentivador dos discentes.
O culto ecumênico em ação de graças foi celebrado pelo Pe. Miguel e Rev. Fernando Ponçadilha. Já a solenidade foi presidida pela dra. Ana Tancredi, presidente da Assembléia da ACER.

Parabéns aos formandos e às formandas!!! Em ordem, na foto acima, temos (da esquerda para a direita) Ivaldo Corrêa, Rogério Bordó, Viviane Salgado, Marcelo Alves, Roseane Brito, Vicente Nascimento, Carmen Ribeiro, Baltazar Monteiro, Eliana Santos e José Júnior. (Fonte CAIC).

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50 Anos Existindo: Uma dádiva, um processo.

31/05/10


fernando2.jpg Acho engraçado o nosso Deus permitir a alguém existir até aos marcos dos séculos.

É tempo demais pra dá trabalho ao Altíssimo. E não é que a gente conseguiu! Por isso, considero essa bênção uma experiência tremenda de misericórdia. É mesmo uma dádiva!

Aliás, a vida é uma franquia dizem alguns. Para outros: um sonho. Há quem diga e cante que é bonita, é bonita e é bonita!

Pode ser tudo isso, mas pros da Fé, além de proceder da dadivosa permissão celestial, fica mais bela quando envolvida pela graça da Salvação.

Encontrei um provérbio chinês que alcança muito nosso ser como pessoa: “Sê paciente com a contradição, pois esta é a tua porção nesta vida”. Sinceramente precisei de 50 anos pra encontrar uma definição fora de todos os espaços onde sempre busquei. Então é coisa do Espírito santo.

Existir de fato é um processo contraditório construído por seres inacabados que somos nós. Hora regozijantes, hora melancólicos, centrados e chatos, afagantes e bestiais, sacros e profanos, etc. Esteticamente somos belos porque errantes e contraditórios. Isso é bom? Sei lá. Só sei que faz a gente ficar mais refém do diálogo e da misericórdia de Deus, num ritual processo de resignificação. E isso não é tragédia, mas vida plena. De tal modo que aos “meus incontáveis mestres”, com carinho, todos os que me influenciaram de uma forma ou de outra, quero abraçá-los e cumprimenta-los porque se move em mim uma parte de vocês, me fazendo carregar sementes da Aurora.

Não existe um “puro eu”, pois somos resultado de muitas influências. Disse isso diante da congregação da Paróquia SS Trindade em Belém, com o templo repleto de anglicanos (fiquei muito feliz porque há 20 anos atrás era preciso chamar pessoas de fora), diante de Dom Saulo, Bispo diocesano, e reafirmo para toda a nossa Província. Que Deus abençoe nossa igreja em reunião sinodal.

Rev. Fernando Rei Ponçadilha

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Reverendo Anglicano é Sequestrado por Bandidos

28/05/10


Quando atravessava uma região de montanhas entre Oroya e Lima, no Peru, um trem de passageiros foi abordado por um grupo de bandidos armados. Ficou evidente que as mais completas precauções haviam sido tomadas pelos bandidos para colocar os passageiros completamente em seu poder. Quanto aos ferroviários, pareciam que haviam sido pagos pelos bandidos ou, então, estavam assustados demais para reagir. Os fios do telégrafo foram cortados e as pontes de comunicação com a cidade mais próxima foram explodidas. No trem estavam 15 soldados que depuseram suas armas quando receberam ordem dos bandidos, apenas um tentou reagir mais foi morto.

Sete pessoas foram seqüestradas e levadas para o esconderijo dos assaltantes nas montanhas, entre elas o clérigo anglicano e um missionário que trabalhava com marítimos em Callao. Preocupado com a repercussão dos fatos, o governo peruano agiu imediatamente e enviou tropas ao local que conseguiu encontrar e libertar o grupo.

Meus caros leitores e leitoras, essa não é uma história recente, ela provavelmente aconteceu em 1909. Já faz mais de cem anos. Todavia, ela tem uma importância muito grande para nós, pois o clérigo em questão era o Rev. Arthur Miles Moss, fundador da Paróquia de Santa Maria. Apesar do susto nosso irmão continuou firme no seu trabalho missionário e três anos depois aportaria em Belém do Pará. Essa é uma narrativa interessante que encontrei nas minhas pesquisas. Ela pode ser encontrada no seguinte endereço:   <http://paperspast.natlib.govt.nz/cgi-bin/paperspast?a=d&d=HNS19080805.2.11&l=mi&e=——-10–1—-2-all>

+Saulo Barros

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Celebração de Abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica

22/03/10


2-cfe-2010_1.JPGNo domingo, dia 21 de fevereiro de 2010, numa manhã de muito sol e alegria, centenas de pessoas, de várias igrejas, reuniram-se às margens da Baía do Guajará, num grande palco instalado na escadinha do cais da Estação das Docas, para celebrar o tema da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, Economia e Vida.

A Campanha já foi iniciada com vários cursos de capacitação na capital e interior, além de palestras e celebrações. Mas o dia 21 foi especial porque mobilizou comunidades e paróquias de várias igrejas e oficialmente marcou a Celebração de Abertura da CFE 2010. A celebração foi conduzida por Tony Vilhena, Coordenador do Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs (CAIC) e Monsenhor Possidônio, administrador da Arquidiocese Católica Romana de Belém. A homilia foi proferida pela Pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil Cibele Kuss.

A Escola Gentil Bittencourt participou com um grupo de dança litúrgica que realizou uma dança sobre o tema. Também um grupo de moradores de rua, acompanhados por congregação, emocionou a todos/as através de uma interpretação sobre o lema da CFE encontrado no Evangelho de Mateus.

A equipe de música estava inspirada e animou a liturgia com as canções da campanha, tornando suportável forte o calor da ensolarada manhã. Após a celebração, os fiéis das igrejas subiram a Av. Presidente Vargas em direção a Praça da República em caminhada, com música, falas das igrejas e muita alegria.A CFE 2010 foi divulgada e celebrada com toda a sociedade, em praça e ruas públicas. O Deus da vida foi afirmado e a economia da morte que exclui toda a criação divina foi denunciada! Oramos juntos/as por todas as iniciativas e modelos econômicos que garantem a sustentabilidade dos povos e da natureza.

Pastora Cibele Kuss

IECLB

Participação Anglicana.

Os anglicanos estiveram representados no evento pelo Rev. Marcos Barros e pelo seminarista Mauro Santos. Também alguns leigos participaram da abertura da CF 2010 levando o produto das atividades diocesanas que apontam para uma economia solidária e igualitária durante o ofertório. Nazaré Farias apresentou diante do altar o fruto do trabalho de reciclagem que é realizado no bairro da pratinha. Durante entrevista a uma rede local de televisão ela disse que o principal objetivo do trabalho é “tirar as crianças da rua, para que elas possam ter outra perspectiva de vida”.

A Diocese Anglicana da Amazônia está profundamente empenhada em desenvolver nas suas comunidades o tema da campanha da fraternidade ecumênica.

Dom Saulo Barros

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CARTA ÁREA PROVINCIAL 3 - 2009

14/12/09

Aos Revmos. Bispos, ao Clero, ao Ministério Pastoral Auxiliar, aos Conselhos Diocesanos, às Juntas Paroquiais e Conselhos de Missão, e a todos os Membros de nossas Congregações locais das dioceses de Amazônia, Brasília, Recife, e do Distrito Missionário Anglicano.

Recife, 13 de Dezembro de 2009.

Caros Irmãos e Irmãs em Cristo,
   
Paz e bem

O Advento anuncia que o melhor ainda não aconteceu. Que o melhor de nós mesmos, da criação, da Igreja, está adiante. Que nossa principal atitude é a abertura ao Futuro.
Neste contexto, do segundo domingo de dezembro, a liturgia da Província Episcopal Anglicana do Brasil nos convida a celebrar o Dia da Bíblia. Idéia que surge na Inglaterra, em 1549, com o Bispo Thomas Cranmer, aquele que nos deixou a bendita herança do Livro de Oração Comum. Esta data foi escolhida, este ano, para que em todas as nossas comunidades tomemos consciência de que somos a Área Provincial III. Daí, o motivo desta carta.
O último Sínodo Provincial resolveu descentralizar a Província em três áreas, para maior integração entre dioceses mais próximas, mais diálogo entre a Igreja e a cultura regional, mais facilidade de comunicação e economia de meios. Queremos informar a quantas anda essa nova  experiência. A Área I são as dioceses de Porto Alegre, Santa Maria e Pelotas; a Área II abrange as dioceses de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. A nossa é a mais vasta: Amazônia, Brasília, Recife e o Distrito Missionário (Mato Grosso e Rondônia).
Primeiro. Não se trata de nova estrutura “burocrática”. O que se deseja é maior articulação, comunicação e intercâmbio. Trata-se de um serviço pastoral de comunhão entre Igrejas diocesanas. O desafio do trabalho na Área é crescer em corresponsabilidade e coparticipação para o bem de nossa ação transformadora da realidade em favor do povo.
Em segundo lugar, até há pouco, só nossos bispos têm tido oportunidade de encontrar-se e dar os primeiros passos. Diversos temas foram tratados em seus encontros, a maioria deles já colocados em prática, como o Curso à Distância do Seminário Anglicano -SAET, a formação para o Diaconato, a Conferência de Lambeth, visitas de companheiros em missão, encontro de pastorais sociais, alguns posicionamentos com relação à Câmara dos Bispos, perspectivas de intercâmbio e partilha entre as dioceses da região, funcionamento das áreas provinciais, questões relativas ao Santo Matrimônio, encontros ecumênicos, carta sobre sexualidade, etc. Também alguns materiais surgiram como resultado desses encontros: “Descrição da Função do Ministério Leigo”, “Diaconia e Diaconato”, p.ex.
Finalmente, no dia 30 de outubro passado, estivemos em reunião no Recife, Bispos e representantes do clero e do laicato, para conversar e propor novas iniciativas. Surgiram as seguintes sugestões:
1. Dar conhecimento da proposta normativa de funcionamento das Áreas Provinciais;
2.Promover encontro das delegações que estarão na Confelíder e no Sínodo 2010;
3.Criar um blog para intercomunicação e diálogo (ieab-area3.blogspot.com)
4.Enviar esta carta a toda a Área III;
5.Promover a “Semana de Oração e Comunhão” uma vez por ano. Em 2010 será de 19 a 26 de Setembro. Ocasião de conhecimento mútuo, oração e intercâmbio do que estamos fazendo na missão em cada uma de nossas dioceses. Cada ano uma das dioceses se encarregará da preparação, contribuindo com sua experiência;
6.Formular um Calendário de Intercessão dominical, com intenções das quatro Igrejas locais, com coleta especial pelos bispos e suas dioceses;
7.Abrir-nos a receber pessoas de outras dioceses para férias e/ou período de ajuda mútua em novas realidades locais
8.Propor ao CEA (Centro de Estudos Anglicanos) encontro de “Partilha Teológica” a realizar-se em Belém do Pará
9.Estimular nosso clero e povo a assinar o Estandarte Cristão, como instrumento de conhecimento do que se passa no conjunto da Província do Brasil.
10.Para o biênio 2010/2011 nossa Diocese do Recife assume a coordenação da Área.

Em conclusão, o melhor de nossa Área Provincial III, no mesmo espírito do Advento, está por acontecer e nós nos vamos empenhar para que, com a graça de Deus, aconteça. O melhor está por diante. Que neste domingo, dia da Biblia, sintamos a cercania e a oração de toda a Área! Que nosso compromisso seja de sentir-nos sempre mais em união e comunhão! Vamos em frente, o futuro nos convoca e nos provoca!

Saudações fraternas em Cristo,

Pela coordenação da Área,
+ Sebastião Gameleira
Bispo de Recife
Ariel Irrazábal
Diretor do Centro de Estudos Teológicos Diocesano-Nordeste

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Pequenos Grupos: novo jeito de sermos Igreja

14/12/09

Nos dias 13 a 15 de novembro de 2009 aconteceu o “1º Encontro de Preparação de Lideranças dos Pequenos Grupos”, promovido pela Diocese Anglicana da Amazônia.
O encontro aconteceu na Catedral de Santa Maria, em Belém, e contou com a participação de 15 pessoas. Esse encontro na verdade é resultado de um longo processo de reflexão e discussão que já vem acontecendo por mais de quatro anos.
O um dos principais eixos dessa reflexão é a necessidade que temos de criar novas estruturas na nossa diocese que sejam mais leves e dinâmicas, e principalmente que valorizem o ministério dos leigos. A proposta de criar os pequenos grupos vem ao encontro dessa reflexão, além de possibilitar maior convívio entre os seus membros e também refletir uma forma de organização que remota ao cristianismo dos primeiros dias.
Nesse processo a diocese ouviu pessoas de diversas denominações que tem experimentado modelos de pequenos grupos, sejam eles denominados de comunidade eclesial de base, de grupos familiares, de células. A partir desse ponto ficou claro que devíamos buscar um modelo próprio, que se identificasse com a nossa forma de ser Igreja.
A proposta passou, então, a fazer parte do planejamento diocesano para o triênio 2007-2009. Foi também criado um grupo de trabalho que sofreu algumas alterações durante o período. Finalmente, no dia 09 de setembro, o grupo de trabalho apresentou o rascunho da proposta aos clérigos e seminaristas da região metropolitana de Belém. Acatando a palavra desse grupo ampliado algumas alterações foram feitas no projeto e, então, marcado o primeiro encontro de preparação de lideranças.
O grupo de trabalho também produziu dois livrinhos que deverão ser a base dos estudos dos primeiros grupos intitulados: “O Deus amoroso” e “Vivendo o amor”. Os estudos seguintes serão preparados a partir do lecionário dominical.
Em janeiro terá início o funcionamento dos primeiros grupos. Sabemos que estamos diante de um desafio muito grande, pois não queremos apenas criar grupos novos dentro das Paróquias e Missões, mas transformar a própria maneira delas se organizarem, abrindo largo espaço para o ministério dos leigos, na perspectiva do sacerdócio de todos os cristãos.

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Carta para alguém que já se foi…

04/11/09

Caro Rev. Moss,4-arthur-moss.jpg

Paz e Bem!

Lendo o seu último escrito no final do seu período como Capelão em Belém, datado de outubro de 1930, antes de seu retorno à capital do Pará após sua aposentadoria, encontrei essas palavras: “Eu posso somente expressar minha esperança que o livro de relatórios será mantido seguro na igreja para referências futuras”.
Infelizmente tenho que lhe comunicar que grande parte dos seus relatórios se perderem, mas alguns foram realmente preservados com carinho. Agora são instrumentos importantes com os quais resgatamos a memória de um período fundamental da nossa história.
Todavia, gostaria de dizer que mais do que páginas datilografadas com dados estatísticos, financeiros e pastorais, você deixou uma comunidade de fé. Talvez nem tenha acreditado que ela se manteria firme durante tanto tempo! Sei que a situação estava muito difícil aqui. Edward Francis Every, bispo das capelanias inglesas na América do Sul, disse que a depressão econômica no Norte do Brasil era pior do que em outras partes do mundo, muitos imigrantes haviam deixado a região e aqueles que permaneceram se viram empobrecidos. Ele também escreveu que a “Igreja no Pará estava à beira de um desastre” e só não fechou devido ao seu trabalho… Pois, bem, meu irmão, aqui estamos nós, celebrando 97 anos. E isso, graças a você!
É bem verdade que você não reconheceria Belém, a cidade mudou muito desde então, já não encontramos tantos lepidópteros quanto antes… Foram, em parte, dizimados pela poluição. Algumas pessoas ainda lembram que você, como um estudioso de insetos (entomologista), saia com sua rede a capturar borboletas para catalogá-las e enviar suas pesquisas para o Museu de História Natural de Londres. E as orquídeas? Lembra que você escreveu um livro sobre as orquídeas em Belém? Algumas resistem em parques, museus e no nosso jardim…
Também não somos mais uma capelania para imigrantes, mas uma comunidade formada na sua grande maioria por brasileiros. Lembra que você estava preocupado com os descendentes dos barbadianos que estavam deixando de ler e escrever em inglês? Muitos deles ainda permanecem conosco, segunda, terceira, quarta geração, mas agora estão totalmente aculturados… Os antecedentes caribenhos é uma memória guardada com carinho, mas muito distante, desbotada pelos muitos anos.
As coisas mudaram muito! Nós, agora, formamos uma diocese, envolvendo cinco estados da região Amazônica. Imagine quanto chão temos que andar… Mas tenho certeza que você sabe bem o que é isso, pois não media esforços para atender seu povo na estrada de ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, no Recife e em Salvador. E sabemos que as condições de viagem naquele tempo eram bem mais difíceis do que atualmente… Na nossa Diocese somos nove comunidades, sei que não é muito para tanto tempo de história, mas vamos fazendo o possível com nossas limitações, confiando na ação do Espírito Santo. E a paróquia que você construiu é a Catedral, a Igreja Mãe, aquela que tem a missão de ser o centro irradiador do Evangelho.
Tenho também notícias não muito boas, lembra do órgão de tubos que você acompanhou todo o processo de construção?  Até mesmo quando foi desmontado em pedaços para ser embarcado para o Brasil? Foi destruído pelos cupins e seus tubos foram vendidos para a então Catedral Anglicana da SS. Trindade no Recife. Não havia como recuperá-lo… Na verdade penso que você sabe de muita coisa, até mesmo porque acho que você recebe notícias através daqueles que já partiram para as “mansões celestiais”. Também queria lhe dizer que o Daniel não é mais nosso jardineiro e não temos mais um pomar… Por outro lado, temos um ótimo jardineiro, talvez tão bom quanto Daniel, e nosso jardim continua muito bonito. Você precisa ver… Mas, apenas duas ou três árvores frutíferas.
Para encerrar meu irmão, em nome dos anglicanos da Amazônia, em nome da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em nome dos nossos parceiros ecumênicos, gostaria de agradecer muito pela sua devoção, pelo seu amor a Igreja. Por causa disso é que estamos lhe escrevendo… Um dia, como diz nosso Livro de Oração em português, não tinha mais sentido continuar usando o Book of Common Prayer de 1662, nós nos encontraremos nos “umbrais da eternidade”. Então, pessoalmente vou lhe dar um grande abraço.

Seu, em Cristo,

+Saulo Barros
Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia.

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CATEDRAL DE SANTA MARIA 97 ANOS

26/08/09

EVENTOS DO ANIVERSÁRIO

 

DATA

HORÁRIO

EVENTO

LOCAL

30/08/09

09:00

Celebração Diocesana de Abertura do Mês de Aniversário. Pregador Pe. João Maria.

(Contamos com a presença de todas as comunidades)

 

Catedral de Santa Maria

12:00

Feijoada (Promoção Catedral e Diocese).

 

Quadra do Colégio Universo.

 

 

 

 

02/09/09

19:00

Celebração de Aniversário (Pregador Rev. Paulo Bueno - Igreja Metodista Wesleyana) - Coquetel.

 

Catedral de Santa Maria

 

 

 

 

10/09/09

19:00

Palestra e Lançamento do Livro: “Pentecostais e Neopentecostais na Política Brasileira”, Dr. Saulo Baptista

 

Catedral de Santa Maria

 

 

 

 

25/09/09

19:00

Celebração com MPB - Catedral de Santa Maria (Uma celebração utilizando música popular brasileira).

 

Catedral de Santa Maria

 

 

 

 

03/10/09

17:00

Chá das Flores - Encerramento do Mês de Aniversário.

Catedral de Santa Maria

 

 

Informações:

Secretaria da Catedral de Santa Maria, Av. Serzedelo Corrêa, 514, Batista Campos, Belém – PA. Entre Gentil e Conselheiro. Fone: 91 32421929.

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Dois Ícones do Anglicanismo na Amazônia

15/08/09

Nestes meses de junho e julho, nós da Catedral de Santa Maria vivenciamos dois momentos distintos, um de tristeza e outro de alegria. O primeiro momento foi o falecimento da senhora Dorathe Sanches que aos 87 anos nos deixou. No culto em memória a família de dona Dorathe passou um  slide contando um pouco da história desta barbadiana que escolheu o Pará para firmar suas raízes.
Em outro momento celebramos os 100 anos do Professor Robert Skeete, este imigrante que da pequena ilha caribenha de Santa Lúcia, que aos 23 anos escolheu o Pará para também firmar suas raízes.
O Professor Skeete e a senhora Dorathe talvez sem perceberem fizeram parte da história não da Igreja Anglicana na Amazônia, mas do próprio estado do Pará que durante o ciclo da borracha recebeu muitos imigrantes das colônias britânicas.
Lembro que a primeira vez que ouvi fala da Igreja Anglicana em Belém foi numa exposição em um museu que contava a história dos povos que formaram essa miscelânea que é o nosso estado.
Esses dois “Ícones” da nossa igreja foram os pioneiros, enfrentaram todo tipo de preconceito, mas não desistiram de  lutar  por seus objetivos sendo muitas vezes incompreendidos por isso.

Alex Barata.

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Lixo vira arte

21/05/09

Nazaré com suas alunas

Com as incessantes chuvas dos últimos meses neste país, torna-se cada vez mais necessário trabalhar com a comunidade sobre a questão do nosso meio-ambiente. Na verdade, nem devemos falar sobre o meio ambiente como se fosse algo separado de nós - fazemos parte dele. Somos parte de vários ecosystemas e tudo que nós fazemos tem seu efeito em nós e no ecosystema. No bairro da Pratinha, a cada chuva, o lixo é espalhado pelas ruas. E uma grand parte desse lixo é a garrafa pet. Eu nunca entendi porque, num local que tem tantas frutas maravilhosas, a maioria das pessoas opta por tomar refrigerante. Mas é a realidade - e então precisamos nos desfazer das garrafas numa maneira mais organizada. Não existe nenhum grande projeto de lixo seletivo na cidade de Belém, apenas alguns pequenos esforços localizados. Mas na Pratinha a Igreja Anglicana resolveu transformar essas garrafas em arte. A Nazaré Farias sempre tive dom de criar bonecos e brinquedos de tudo que ela achava. Depois de pegar algumas revistas, e com o apoio da igreja, ela começou a criar palhaços e imãs de geladeira com garrafas pet. No final de 2008 fez uma exposição na Catedral, e hoje ensina as crianças e adolescentes do bairro. Assim as crianças aprendem a fazer arte, ganham um trocado, e aprendem sobre os cuidados com o meio-ambiente.Nazaré com suas alunasNazaré com suas alunas

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