CARTA ÁREA PROVINCIAL 3 - 2009

14/12/09

Aos Revmos. Bispos, ao Clero, ao Ministério Pastoral Auxiliar, aos Conselhos Diocesanos, às Juntas Paroquiais e Conselhos de Missão, e a todos os Membros de nossas Congregações locais das dioceses de Amazônia, Brasília, Recife, e do Distrito Missionário Anglicano.

Recife, 13 de Dezembro de 2009.

Caros Irmãos e Irmãs em Cristo,
   
Paz e bem

O Advento anuncia que o melhor ainda não aconteceu. Que o melhor de nós mesmos, da criação, da Igreja, está adiante. Que nossa principal atitude é a abertura ao Futuro.
Neste contexto, do segundo domingo de dezembro, a liturgia da Província Episcopal Anglicana do Brasil nos convida a celebrar o Dia da Bíblia. Idéia que surge na Inglaterra, em 1549, com o Bispo Thomas Cranmer, aquele que nos deixou a bendita herança do Livro de Oração Comum. Esta data foi escolhida, este ano, para que em todas as nossas comunidades tomemos consciência de que somos a Área Provincial III. Daí, o motivo desta carta.
O último Sínodo Provincial resolveu descentralizar a Província em três áreas, para maior integração entre dioceses mais próximas, mais diálogo entre a Igreja e a cultura regional, mais facilidade de comunicação e economia de meios. Queremos informar a quantas anda essa nova  experiência. A Área I são as dioceses de Porto Alegre, Santa Maria e Pelotas; a Área II abrange as dioceses de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. A nossa é a mais vasta: Amazônia, Brasília, Recife e o Distrito Missionário (Mato Grosso e Rondônia).
Primeiro. Não se trata de nova estrutura “burocrática”. O que se deseja é maior articulação, comunicação e intercâmbio. Trata-se de um serviço pastoral de comunhão entre Igrejas diocesanas. O desafio do trabalho na Área é crescer em corresponsabilidade e coparticipação para o bem de nossa ação transformadora da realidade em favor do povo.
Em segundo lugar, até há pouco, só nossos bispos têm tido oportunidade de encontrar-se e dar os primeiros passos. Diversos temas foram tratados em seus encontros, a maioria deles já colocados em prática, como o Curso à Distância do Seminário Anglicano -SAET, a formação para o Diaconato, a Conferência de Lambeth, visitas de companheiros em missão, encontro de pastorais sociais, alguns posicionamentos com relação à Câmara dos Bispos, perspectivas de intercâmbio e partilha entre as dioceses da região, funcionamento das áreas provinciais, questões relativas ao Santo Matrimônio, encontros ecumênicos, carta sobre sexualidade, etc. Também alguns materiais surgiram como resultado desses encontros: “Descrição da Função do Ministério Leigo”, “Diaconia e Diaconato”, p.ex.
Finalmente, no dia 30 de outubro passado, estivemos em reunião no Recife, Bispos e representantes do clero e do laicato, para conversar e propor novas iniciativas. Surgiram as seguintes sugestões:
1. Dar conhecimento da proposta normativa de funcionamento das Áreas Provinciais;
2.Promover encontro das delegações que estarão na Confelíder e no Sínodo 2010;
3.Criar um blog para intercomunicação e diálogo (ieab-area3.blogspot.com)
4.Enviar esta carta a toda a Área III;
5.Promover a “Semana de Oração e Comunhão” uma vez por ano. Em 2010 será de 19 a 26 de Setembro. Ocasião de conhecimento mútuo, oração e intercâmbio do que estamos fazendo na missão em cada uma de nossas dioceses. Cada ano uma das dioceses se encarregará da preparação, contribuindo com sua experiência;
6.Formular um Calendário de Intercessão dominical, com intenções das quatro Igrejas locais, com coleta especial pelos bispos e suas dioceses;
7.Abrir-nos a receber pessoas de outras dioceses para férias e/ou período de ajuda mútua em novas realidades locais
8.Propor ao CEA (Centro de Estudos Anglicanos) encontro de “Partilha Teológica” a realizar-se em Belém do Pará
9.Estimular nosso clero e povo a assinar o Estandarte Cristão, como instrumento de conhecimento do que se passa no conjunto da Província do Brasil.
10.Para o biênio 2010/2011 nossa Diocese do Recife assume a coordenação da Área.

Em conclusão, o melhor de nossa Área Provincial III, no mesmo espírito do Advento, está por acontecer e nós nos vamos empenhar para que, com a graça de Deus, aconteça. O melhor está por diante. Que neste domingo, dia da Biblia, sintamos a cercania e a oração de toda a Área! Que nosso compromisso seja de sentir-nos sempre mais em união e comunhão! Vamos em frente, o futuro nos convoca e nos provoca!

Saudações fraternas em Cristo,

Pela coordenação da Área,
+ Sebastião Gameleira
Bispo de Recife
Ariel Irrazábal
Diretor do Centro de Estudos Teológicos Diocesano-Nordeste

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Pequenos Grupos: novo jeito de sermos Igreja

14/12/09

Nos dias 13 a 15 de novembro de 2009 aconteceu o “1º Encontro de Preparação de Lideranças dos Pequenos Grupos”, promovido pela Diocese Anglicana da Amazônia.
O encontro aconteceu na Catedral de Santa Maria, em Belém, e contou com a participação de 15 pessoas. Esse encontro na verdade é resultado de um longo processo de reflexão e discussão que já vem acontecendo por mais de quatro anos.
O um dos principais eixos dessa reflexão é a necessidade que temos de criar novas estruturas na nossa diocese que sejam mais leves e dinâmicas, e principalmente que valorizem o ministério dos leigos. A proposta de criar os pequenos grupos vem ao encontro dessa reflexão, além de possibilitar maior convívio entre os seus membros e também refletir uma forma de organização que remota ao cristianismo dos primeiros dias.
Nesse processo a diocese ouviu pessoas de diversas denominações que tem experimentado modelos de pequenos grupos, sejam eles denominados de comunidade eclesial de base, de grupos familiares, de células. A partir desse ponto ficou claro que devíamos buscar um modelo próprio, que se identificasse com a nossa forma de ser Igreja.
A proposta passou, então, a fazer parte do planejamento diocesano para o triênio 2007-2009. Foi também criado um grupo de trabalho que sofreu algumas alterações durante o período. Finalmente, no dia 09 de setembro, o grupo de trabalho apresentou o rascunho da proposta aos clérigos e seminaristas da região metropolitana de Belém. Acatando a palavra desse grupo ampliado algumas alterações foram feitas no projeto e, então, marcado o primeiro encontro de preparação de lideranças.
O grupo de trabalho também produziu dois livrinhos que deverão ser a base dos estudos dos primeiros grupos intitulados: “O Deus amoroso” e “Vivendo o amor”. Os estudos seguintes serão preparados a partir do lecionário dominical.
Em janeiro terá início o funcionamento dos primeiros grupos. Sabemos que estamos diante de um desafio muito grande, pois não queremos apenas criar grupos novos dentro das Paróquias e Missões, mas transformar a própria maneira delas se organizarem, abrindo largo espaço para o ministério dos leigos, na perspectiva do sacerdócio de todos os cristãos.

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Carta para alguém que já se foi…

04/11/09

Caro Rev. Moss,4-arthur-moss.jpg

Paz e Bem!

Lendo o seu último escrito no final do seu período como Capelão em Belém, datado de outubro de 1930, antes de seu retorno à capital do Pará após sua aposentadoria, encontrei essas palavras: “Eu posso somente expressar minha esperança que o livro de relatórios será mantido seguro na igreja para referências futuras”.
Infelizmente tenho que lhe comunicar que grande parte dos seus relatórios se perderem, mas alguns foram realmente preservados com carinho. Agora são instrumentos importantes com os quais resgatamos a memória de um período fundamental da nossa história.
Todavia, gostaria de dizer que mais do que páginas datilografadas com dados estatísticos, financeiros e pastorais, você deixou uma comunidade de fé. Talvez nem tenha acreditado que ela se manteria firme durante tanto tempo! Sei que a situação estava muito difícil aqui. Edward Francis Every, bispo das capelanias inglesas na América do Sul, disse que a depressão econômica no Norte do Brasil era pior do que em outras partes do mundo, muitos imigrantes haviam deixado a região e aqueles que permaneceram se viram empobrecidos. Ele também escreveu que a “Igreja no Pará estava à beira de um desastre” e só não fechou devido ao seu trabalho… Pois, bem, meu irmão, aqui estamos nós, celebrando 97 anos. E isso, graças a você!
É bem verdade que você não reconheceria Belém, a cidade mudou muito desde então, já não encontramos tantos lepidópteros quanto antes… Foram, em parte, dizimados pela poluição. Algumas pessoas ainda lembram que você, como um estudioso de insetos (entomologista), saia com sua rede a capturar borboletas para catalogá-las e enviar suas pesquisas para o Museu de História Natural de Londres. E as orquídeas? Lembra que você escreveu um livro sobre as orquídeas em Belém? Algumas resistem em parques, museus e no nosso jardim…
Também não somos mais uma capelania para imigrantes, mas uma comunidade formada na sua grande maioria por brasileiros. Lembra que você estava preocupado com os descendentes dos barbadianos que estavam deixando de ler e escrever em inglês? Muitos deles ainda permanecem conosco, segunda, terceira, quarta geração, mas agora estão totalmente aculturados… Os antecedentes caribenhos é uma memória guardada com carinho, mas muito distante, desbotada pelos muitos anos.
As coisas mudaram muito! Nós, agora, formamos uma diocese, envolvendo cinco estados da região Amazônica. Imagine quanto chão temos que andar… Mas tenho certeza que você sabe bem o que é isso, pois não media esforços para atender seu povo na estrada de ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, no Recife e em Salvador. E sabemos que as condições de viagem naquele tempo eram bem mais difíceis do que atualmente… Na nossa Diocese somos nove comunidades, sei que não é muito para tanto tempo de história, mas vamos fazendo o possível com nossas limitações, confiando na ação do Espírito Santo. E a paróquia que você construiu é a Catedral, a Igreja Mãe, aquela que tem a missão de ser o centro irradiador do Evangelho.
Tenho também notícias não muito boas, lembra do órgão de tubos que você acompanhou todo o processo de construção?  Até mesmo quando foi desmontado em pedaços para ser embarcado para o Brasil? Foi destruído pelos cupins e seus tubos foram vendidos para a então Catedral Anglicana da SS. Trindade no Recife. Não havia como recuperá-lo… Na verdade penso que você sabe de muita coisa, até mesmo porque acho que você recebe notícias através daqueles que já partiram para as “mansões celestiais”. Também queria lhe dizer que o Daniel não é mais nosso jardineiro e não temos mais um pomar… Por outro lado, temos um ótimo jardineiro, talvez tão bom quanto Daniel, e nosso jardim continua muito bonito. Você precisa ver… Mas, apenas duas ou três árvores frutíferas.
Para encerrar meu irmão, em nome dos anglicanos da Amazônia, em nome da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em nome dos nossos parceiros ecumênicos, gostaria de agradecer muito pela sua devoção, pelo seu amor a Igreja. Por causa disso é que estamos lhe escrevendo… Um dia, como diz nosso Livro de Oração em português, não tinha mais sentido continuar usando o Book of Common Prayer de 1662, nós nos encontraremos nos “umbrais da eternidade”. Então, pessoalmente vou lhe dar um grande abraço.

Seu, em Cristo,

+Saulo Barros
Bispo da Diocese Anglicana da Amazônia.

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CATEDRAL DE SANTA MARIA 97 ANOS

26/08/09

EVENTOS DO ANIVERSÁRIO

 

DATA

HORÁRIO

EVENTO

LOCAL

30/08/09

09:00

Celebração Diocesana de Abertura do Mês de Aniversário. Pregador Pe. João Maria.

(Contamos com a presença de todas as comunidades)

 

Catedral de Santa Maria

12:00

Feijoada (Promoção Catedral e Diocese).

 

Quadra do Colégio Universo.

 

 

 

 

02/09/09

19:00

Celebração de Aniversário (Pregador Rev. Paulo Bueno - Igreja Metodista Wesleyana) - Coquetel.

 

Catedral de Santa Maria

 

 

 

 

10/09/09

19:00

Palestra e Lançamento do Livro: “Pentecostais e Neopentecostais na Política Brasileira”, Dr. Saulo Baptista

 

Catedral de Santa Maria

 

 

 

 

25/09/09

19:00

Celebração com MPB - Catedral de Santa Maria (Uma celebração utilizando música popular brasileira).

 

Catedral de Santa Maria

 

 

 

 

03/10/09

17:00

Chá das Flores - Encerramento do Mês de Aniversário.

Catedral de Santa Maria

 

 

Informações:

Secretaria da Catedral de Santa Maria, Av. Serzedelo Corrêa, 514, Batista Campos, Belém – PA. Entre Gentil e Conselheiro. Fone: 91 32421929.

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Dois Ícones do Anglicanismo na Amazônia

15/08/09

Nestes meses de junho e julho, nós da Catedral de Santa Maria vivenciamos dois momentos distintos, um de tristeza e outro de alegria. O primeiro momento foi o falecimento da senhora Dorathe Sanches que aos 87 anos nos deixou. No culto em memória a família de dona Dorathe passou um  slide contando um pouco da história desta barbadiana que escolheu o Pará para firmar suas raízes.
Em outro momento celebramos os 100 anos do Professor Robert Skeete, este imigrante que da pequena ilha caribenha de Santa Lúcia, que aos 23 anos escolheu o Pará para também firmar suas raízes.
O Professor Skeete e a senhora Dorathe talvez sem perceberem fizeram parte da história não da Igreja Anglicana na Amazônia, mas do próprio estado do Pará que durante o ciclo da borracha recebeu muitos imigrantes das colônias britânicas.
Lembro que a primeira vez que ouvi fala da Igreja Anglicana em Belém foi numa exposição em um museu que contava a história dos povos que formaram essa miscelânea que é o nosso estado.
Esses dois “Ícones” da nossa igreja foram os pioneiros, enfrentaram todo tipo de preconceito, mas não desistiram de  lutar  por seus objetivos sendo muitas vezes incompreendidos por isso.

Alex Barata.

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Lixo vira arte

21/05/09

Nazaré com suas alunas

Com as incessantes chuvas dos últimos meses neste país, torna-se cada vez mais necessário trabalhar com a comunidade sobre a questão do nosso meio-ambiente. Na verdade, nem devemos falar sobre o meio ambiente como se fosse algo separado de nós - fazemos parte dele. Somos parte de vários ecosystemas e tudo que nós fazemos tem seu efeito em nós e no ecosystema. No bairro da Pratinha, a cada chuva, o lixo é espalhado pelas ruas. E uma grand parte desse lixo é a garrafa pet. Eu nunca entendi porque, num local que tem tantas frutas maravilhosas, a maioria das pessoas opta por tomar refrigerante. Mas é a realidade - e então precisamos nos desfazer das garrafas numa maneira mais organizada. Não existe nenhum grande projeto de lixo seletivo na cidade de Belém, apenas alguns pequenos esforços localizados. Mas na Pratinha a Igreja Anglicana resolveu transformar essas garrafas em arte. A Nazaré Farias sempre tive dom de criar bonecos e brinquedos de tudo que ela achava. Depois de pegar algumas revistas, e com o apoio da igreja, ela começou a criar palhaços e imãs de geladeira com garrafas pet. No final de 2008 fez uma exposição na Catedral, e hoje ensina as crianças e adolescentes do bairro. Assim as crianças aprendem a fazer arte, ganham um trocado, e aprendem sobre os cuidados com o meio-ambiente.Nazaré com suas alunasNazaré com suas alunas

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Em Defesa dos Quilombolas

23/04/09

ieab.jpegBrasília, 21 de abril de 2009.
Anselmo de Cantuária.

À Sua Excelência Ministro Relator Cezar Peluzo
Ao Povo da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil
A Sociedade Brasileira

“Antes, corra o juízo como às águas; e a justiça, como ribeiro perene” (Amos 5:24).
“A Igreja constitui a única sociedade do mundo que existe por causa daquelas pessoas que não são membros dela” (Arcebispo William Temple, 1942).

É inspirados nesse desejo e advertência do profeta Amós e nas palavras do Arcebispo William Temple,  que dirigimos esta carta aos membros da nossa Igreja, ao Sr Ministro Cezar Peluzo, Ministro do Supremo Tribunal Federal, Relator do Processo (ADI) Nº 3.239 e a todas as pessoas de boa vontade.
As comunidades negras rurais e quilombolas de todo o país vivem um momento delicado e tenso devido à iminência de votação da Ação de Inconstitucionalidade (ADI) Nº 3.239 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ADI tem por objetivo anular o Decreto 4887/03, da Presidência da República, que estabeleceu os critérios e procedimentos para a regularização dos territórios quilombolas. É importante notar que esse decreto é coerente com a Constituição Brasileira e com as convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil, especialmente a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT, Genebra, 27 de junho de 1989) quanto ao conceito de território e auto-definição dos povos.
O Decreto 4887/03 foi uma importante conquista dos remanescentes de quilombo em todo o país e a sua revogação traria sérios prejuízos aos direitos quilombolas, ao impossibilitar abertura de novos processos para regularização de suas terras, paralisar aqueles em andamento e anular as conquistas já alcançadas.
Todos estamos conscientes da grande dívida que a sociedade brasileira tem para com aqueles que foram trazidos à força da África para serem escravizados em nosso pais. Os quilombos foram uma das formas que os escravos encontraram para resistir ao sistema escravagista. Após a abolição, a permanência em seus territórios foi e continua a ser um dos fatores principais para a sua sobrevivência e reprodução como comunidades, tanto no nível material quanto cultural.
No cumprimento da nossa responsabilidade como bispos da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, chamados à fidelidade aos valores do Evangelho e conscientes de que, como Igreja, devemos buscar a justiça e contribuir para a superação das enormes distâncias sociais, culturais e econômicas que afetam as comunidades remanescentes quilombolas, não podemos nos omitir diante da possibilidade – que queremos supor improvável - de o Supremo Tribunal Federal vir a revogar um procedimento legal que claramente tem permitido a agilização dos processos de garantia dos direitos territoriais e culturais das comunidades quilombolas e, assim, restaurado a justiça em seu favor.
Assim, conclamamos a Igreja Episcopal Anglicana no Brasil a:
1) Interceder para que o Deus de Amor no qual cremos continue a dar aos nossos irmãos e irmãs quilombolas a coragem necessária para continuar a sua luta por seus direitos;
2) Mobilizar-se em defesa dos direitos quilombolas, manifestando esta posição junto aos poderes constituídos, principalmente junto ao Supremo Tribunal Federal.
Ao Supremo Tribunal Federal, na pessoa do Ministro Cezar Peluzo, Relator da ADI No. 3.239, solicitamos que seja convocada uma audiência pública sobre o assunto para que a mais alta Corte brasileira possa ouvir os representantes das comunidades quilombolas bem como especialistas no assunto antes de julgar a Ação de Inconstitucionalidade.
A ADI Nº 3.239, apresentada pelo DEM (ex-PFL) é mais uma das investidas da bancada ruralista, do setor do agro-negócio e da grande mídia contra os direitos quilombolas garantidos na Constituição de 1988. Há cerca de 5.000 Comunidades Quilombolas no Brasil, sendo que dessas, aproximadamente 1.300 estão com processo de regularização fundiária em curso no Instituto de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) nos termos do Decreto 4887/03.

O Decreto 4887/03 foi uma importante conquista dos remanescentes de quilombo em todo o país. Em seu §1 do Artigo 2º o Decreto 4887/03 prescreve: “a caracterização dos remanescentes das comunidades dos quilombos será atestada mediante auto-definição da própria comunidade”. No §2 o Decreto estabelece como “terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos as utilizadas para a garantia de sua reprodução física, social, econômica e cultural”, assumindo as definições atuais da Antropologia e Ciências Sociais quanto ao conceito de território para a demarcação das terras quilombolas: “serão levados em consideração critérios de territorialidade indicados pelos remanescentes das comunidades dos quilombos, sendo facultado à comunidade interessada apresentar as peças técnicas para a instrução procedimental”. Com isto o Decreto 4887/03 está em harmonia com as convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil, das quais merece destaque a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT, Genebra, 27 de junho de 1989) quanto ao conceito de território e auto-definição dos povos. A derrubada do Decreto 4887/03 traria sérios prejuízos aos direitos quilombolas ao impossibilitar abertura de novos processos para regularização de suas terras, paralisar aqueles em andamento e anular as conquistas históricas.
Confiamos na imparcialidade desse Supremo Tribunal em ponderar e discernir entre o que seja diletantismo racional e encarnação da Justiça.
Em Cristo que Ressuscitou, nossa Esperança e fundamento da solidariedade com a causa da Justiça,

Dom Mauricio José Araújo de Andrade, Bispo Primaz, Brasilia, DF
Dom Almir  dos Santos, Oeste
Dom Jubal Pereira Neves, Santa Maria, RS
Dom Orlando Santos de Oliveira, Porto Alegre, RS
Dom  Naudal  Alves Gomes, Curitiba, PR
Dom Sebastião Armando Soares Gameleira, Recife, PE
Dom Filadelfo Oliveira Neto, Rio de Janeiro, RJ
Dom Saulo Mauricio de Barros, Belém, PA
Dom Renato da Cruz Raatz, Pelotas, RS
Dom Roger Bird, São Paulo, SP
Dom Clovis Erly Rodrigues, Emérito
Dom Luiz Osório Pires Prado, Emérito
Dom Glauco Soares de Lima, Emérito

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Viagem Missionária - Ulianópolis

25/09/08

missao-013.jpgEntre os dias 12 e 14 de Setembro, o Rev. Claudio Linhares esteve no novo campo missionário da Diocese Anglicana da Amazônia - Ulianópolis. Distante 400 Km da Capital, Ulianópolis é uma cidade de quase 30 Mil habitantes, próxima a Paragominas (PA) e Imperatriz (MA). Na imensidão que é o Estado do Pará, percebemos em Ulianópolis características tão diferentes de outras regiões do Estado, que parece que estamos em outra região do País.
Recentemente, saiu em um dos nossos jornais, a seguinte matéria: Regiões da Amazônia caminham para se tornar semi-árido. Esta matéria se torna realidade pelo que percebemos na Cidade. Percebemos um cenário de devastação, uma alteração evidente no clima, igarapés secos e um clima quase de sertão nordestino. Acredito que Ulinópolis nos chama a atenção para o efeito da devastação progressiva de nossa floresta.
A Igreja Anglicana chegou a cidade através do Candidato às Sagradas Ordens, Sérgio Augusto. Ele chegou por lá há alguns anos, e trabalha no Fórum da Cidade. Local que lhe dá a possibilidade de conhecer vários setores da sociedade. Nesse ano, o Ministro Leigo Sérgio, iniciou um trabalho junto a famílias, na sua maioria provenientes do Estado do Maranhão, e já conta com uma comunidade que reúne nas casas, nos finais de semana, em torno de 20 pessoas. A visita do Rev. Claudio, teve por objetivo a realização de 6 batizados.
missao-004.jpgNa celebração, realizada no Fórum, gentilmente cedido pelo Juiz da Cidade, contamos com a presença de 34 pessoas, e saímos entusiasmados ao perceber que mais uma comunidade anglicana surge em nossa região. A visita foi também uma oportunidade para visitar as famílias e divulgar para a comunidade a futura ordenação ao Diaconato do ML Sérgio.
Em Novembro, a comunidade receberá a visita do Bispo Diocesano, e acreditamos que será um oportuno momento para o reconhecimento oficial de mais um Ponto Missionário na nossa Diocese.

(Notícia do catedralstmaria.blogspot.com)

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Revista Diocesana

02/06/08

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Na época do Distrito Missionário publicamos uma revista que tinha a intenção de divulgar nosso trabalho e nossa proposta de Diocese. Agora apresentamos a primeira edição diocesana, para tornar conhecida a Igreja Anglicana na região. Um edição especial, bilíngue, colorida…
Você estará recebendo a nova revista em sua comunidade muito em breve. Estamos programando um dia especial para o lançamento.
Agradecemos a FOCUS COMUNICAÇÃO que elaborou a revista, ao José Maria Júnior que fez a impressão, Ruth pela tradução e a todas as pessoas que direta e indiretamente contribuiram para essa publicação.
Que Deus possa abençoar este veículo de divulgação.

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Boas vindas

05/11/07

Diocese Anglicana da Amazônia é uma unidade eclesiástica da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil que abrange os estados do Pará, Amapá, Roraima, Amazonas e Acre. Sua sé episcopal está na catedral de Santa Maria, na cidade de Belém, no estado do Pará.

A diocese foi criada em 29 de julho de 2006, no 30º Sínodo-Geral da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, realizado no período de 26 a 30 de julho de 2006, em Curitiba.

No dia 15 de outubro de 2006, festa de Santa Teresa de Ávila, a Diocese Anglicana da Amazônia foi instalada solenemente, com a consagração da Catedral de Santa Maria e com a investidura e instalação de seu primeiro bispo Dom Saulo Maurício de Barros. A cerimônia foi presidida pelo bispo primaz, Dom Maurício Andrade, com a presença de Dom Glauco Soares de Lima e outros bispos, presbíteros e diáconos anglicanos.

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